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Apesar do rebaixamento, o HSBC mantém a recomendação de “overweight” para a companhia

O HSBC Global Research foi mais um a rebaixar o preço alvo para as ações da OGX, que hoje fecharam em queda de 19,2%, cotadas a R$ 5,05. Com a mudança, o preço alvo para OGXP3 passou de R$ 22 para R$ 16. A via-crúcis dos papéis da companhia começou ontem, depois que a empresa divulgou vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia para os dois primeiros poços de do campo de Tubarão Azul, antigo Waimea, na Bacia de Campos.

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Apesar do rebaixamento, o HSBC mantém a recomendação de “overweight” para a companhia, com a ressalva de tendência para um comportamento volátil. Para o HSBC, o retorno potencial para o papel é de 91,2%, numa conta que considera um preço atual de R$ 8,37, bem maior que o do fechamento de hoje. Embora tenha mantido a classificação de “overweight (volátil)”, a instituição frisa que “no curto prazo, porém, a ação pode continuar a sentir a pressão, a nosso ver”.

Para o HSBC, o mercado “está precificando premissas muito pessimistas”, com uma avaliação que implica um corte de 63% nas metas de produção da OGX, um preço do barril do tipo Brent de US$ 53, 30% da probabilidade de estimativas de sucesso da empresa, aumentos de 140% nas despesas operacionais e elevação de 190% nos investimentos ao longo das vidas dos projetos.

Para a instituição, a queda de 27% no preço alvo, para R$ 16, já reflete premissas conservadoras, como a redução pela metade na meta de vazão para os dois primeiros poços de Tubarão Azul. O HSBC ressalta que a estimativa da companhia não incorpora nenhum impacto potencial gerado pela injeção de água e lembra que suas premissas consideram um corte de 40% nas metas anuais de produção da OGX.


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