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Descolada do mercado externo, bolsa brasileira acelerou a queda na última hora com virada das ações da Vale e piora de Petrobras

As ações da OGX continuam afundando na Bovespa nesta tarde, mas a bolsa brasileira acelerou a queda na última hora por outras razões: a virada das ações da Vale e a piora de Petrobras.

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O mercado doméstico segue completamente descolado das bolsas americanas, que sobem com o indicador positivo do mercado imobiliário dos EUA divulgado hoje. "O fato é que o mal-estar provocado pela OGX contaminou outros papéis importantes da bolsa", avalia o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi.

Segundo operadores, os estrangeiros - grandes investidores das empresas "X" - estão "debandando" da Bovespa hoje. Por volta de 16h30, o Ibovespa marcava baixa de 1,06%, aos 53.266 pontos, com giro de R$ 5,2 bilhões.

Apenas OGX ON respondia por R$ 1,1 bilhão desse volume, marcando queda de 23,65%, a R$ 6,39. Petrobras PN recuava 1,66%, a R$ 17,70 e Vale PNA caía 0,59%, a R$ 38,70. Na ponta negativa do mercado, além de OGX, estavam LLX ON (-7,46%), MMX ON (6,32%) e Usiminas ON (-5,85%). Entre as altas figuravam Braskem PNA (4,96%), Sabesp ON (2,62%) e BR Malls ON (2,34%).

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O destaque do noticiário doméstico é o anúncio pelo governo de mais um pacote para dar fôlego à economia. O chamado PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais prevê um aumento das compras governamentais neste ano para R$ 8,43 bilhões.

O governo também reduziu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que baliza os empréstimos do BNDES, de 6% para 5,5% para estimular os investimentos das empresas, conforme antecipou o Valor. O anúncio das medidas, em meio ao alerta de novas ações de estímulo econômico, mexe principalmente com o mercado de juros futuros, onde as taxas reverteram a alta de mais cedo e passaram a cair.

Dólar e juros

A valorização do dólar no exterior influencia as operações brasileiras de câmbio, e a moeda americana sobe pela sexta sessão consecutiva em relação ao real. Entre os "drivers" para o mercado estão a fraca expectativa para a reunião de cúpula de líderes europeus no final desta semana e a intensificação da "briga" entre comprados e vendidos na BM&F, típica do fim do mês.

O dólar fechou com alta de 0,26%, a R$ 2,078.

No mercado de juros futuros, o anúncio do pacote de medidas do governo e, sobretudo, o alerta de que novas ações podem vir pela frente provocaram a queda nas taxas. Não é uma baixa expressiva, uma vez que as taxas já perderam uma dose importante de prêmio desde a segunda-feira, quando a redução da TJLP foi antecipada pelo Valor. Mas o recuo modesto das taxas confirma a percepção de que o governo não está tão seguro assim de que a atividade irá ganhar tração no segundo semestre, como vem afirmando.

* Com Valor Online

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