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Nota do banco da família Steinbruch caiu de D para D-; para agência de classificação de risco, banco tem custo de captação crescente, estreitamento de spread e baixa rentabilidade

Agência Estado

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou ontem as notas de crédito do Banco Fibra, controlado pela família Steinbruch. O rebaixamento reflete a visão da Moody’s de que o modelo de negócios do Fibra continua sob pressão. A agência observa que a instituição enfrenta queda da rentabilidade, perda de fatia de mercado e baixos indicadores de qualidade de crédito.

A nota de força financeira caiu de D para D-. A menor nota da escala é a E-. Entre as outras notas rebaixadas estão as classificações dos depósitos de longo prazo em escala global (em moedas local e estrangeira), que caíram de Ba2 para Ba3, A perspectiva de todos os ratings é estável.

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A Moody’s ressaltou ainda que a alta pressão nas margens financeiras por causa do crescente custo de captação e o estreitamento dos spreads de crédito vão continuar a desafiar a rentabilidade do Fibra.

O Fibra vem tentando mudar de estratégia no mercado. O banco, destacou a Moody’s, voltou a ter mais foco na área comercial (como empréstimos e operações para empresas) e a limitar a exposição aos empréstimos às pessoas físicas, principalmente para financiamento de automóveis, segmento em que a inadimplência tem mais crescido, segundo o Banco Central (BC).

Entre os pontos positivos, a Moody’s salientou que os acionistas controladores estão se mostrando dispostos a contribuir com capital para enfrentar maiores necessidades de provisões e suporte para os planos de crescimento do banco. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".

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