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Emilio Botín, presidente mundial do grupo, ressalta ainda que banco quer crescer na América Latina e em outros países emergentes, apesar da venda de subsidiárias na Colômbia

Emilio Botín ressalta ainda que banco quer crescer na América Latina e em outros emergentes, apesar da venda de subsidiárias na Colômbia

O Santander não vai comprar o Bradesco. Foi com essa frase que o presidente do banco espanhol, Emilio Botín, descartou os rumores que dão conta exatamente da operação contrária, ou seja, da venda do Santander para o Bradesco. “O Brasil tem muitas coisas boas, entre elas um sistema único no mundo, em que há três grandes bancos públicos e três grandes privados entre os maiores do país”, afirmou o executivo em evento em Madri.

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Há cerca de um mês circulam informações de uma possível venda de parte dos ativos do banco espanhol no Brasil. Os interessados seriam Banco do Brasil e Bradesco. No entanto, segundo Botín, o banco não pensa em nada nesse sentido.As operações no Brasil representam 29% do lucro do banco espanhol, lembrou o empresário. “Estamos consolidando o banco no Brasil. A integração (com o Real) levou 18 meses mais que o previsto, mas hoje já foi concluída. Somos o terceiro maior banco brasileiro”, disse o executivo.

Para Botín, “não há nenhum banco do mundo como o Santander, equilibrado entre emergentes e desenvolvidos. Nós apostamos na diversificação, equilibrando os tipos de economia. Agora, por exemplo, não estamos lucrando tanto nos desenvolvidos”, ressalta o presidente do Santander, em referência à crise econômica que afeta os países mais ricos.

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Segundo o executivo, 53% do lucro do banco vem da América Latina. “Estamos encantados por termos contribuído nos países da América Latina e outros para o desenvolvimento do sistema financeiro. Queremos continuar crescendo na região”, destacou Botín. “(A América Latina) Foi um dos motores do crescimento do Santander até agora e vai continuar sendo nos próximos anos”, complementa o empresário.

As declarações do executivo ocorrem no mesmo dia em que o banco concluiu a venda de suas operações na Colômbia, nas quais tinha participação pequena. O negócio totalizou quase US$ 1,3 bilhão. Botín negou ainda que haja transferência de recursos entre a matriz e as filiais, algo que muitas vezes é colocado em questão por conta do fato de o desempenho do banco estar melhor nos mercados emergentes do que na Espanha. “Nossas filiais são independentes em capital e liquidez. São submetidas à regulação e supervisão de cada país onde estão. Elas têm autonomia financeira”, ressalta.

IPO no México e na Argentina

Todas as filiais, no entanto, têm algo em comum: em algum momento precisam abrir capital e cotar em bolsa. As próximas que passarão por essa “tradição” são os braços do banco no México e na Argentina. “Vamos abrir capital no México este ano, exceto se os mercados piorarem muito”, afirma Botín. De acordo com ele, há bancos internacionais querendo participar do IPO no país latino-americano. “O México tem futuro. Nos últimos anos foi bem e tem anos bons nos próximos anos”, diz.

Na Argentina, porém, há a vontade de fazer o IPO, mas sem data definida ainda. “É importante cotar nos países, dá mais flexibilidade às equipes, além de permitir uma relação mais estreita com os investidores”, defende o executivo.

A repórter viajou a convite do Santander

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