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Moeda norte-americana fecha a R$ 2,06, com ligeira alta de 0,06%

O mercado doméstico de câmbio começou a semana dividindo atenções entre o sentimento de aversão ao risco cada vez maior no exterior e as expectativas de que o Banco Central anuncie um leilão de swap para rolar o vencimento de 1º de julho.

Com isso, o dólar manteve-se em alta ante o real durante todo o pregão desta segunda-feira, mas chegou ao final do dia perto da estabilidade na mínima de R$ 2,066 (+0,06%), no mercado à vista de balcão.

Na BM&F, a cotação fechou a R$ 2,0705, com alta de 0,49%. Às 17h11, o dólar julho valia R$ 2,685, com perda de 0,05%.

"Estamos na última semana do mês e do semestre e o leilão para rolagem do vencimento do swap é dado como certo. O Banco Central deve anunciar a operação entre amanhã e quarta-feira. Por isso, ninguém vai arriscar entregar o que ganhou no semestre para montar ou girar posições agora", disse o gerente da mesa de dólar da Icap do Brasil, Ítalo Abucater.

Na opinião do especialista, os investidores ainda não precificaram o avanço da aversão ao risco que teve retorno hoje no exterior. "A volatilidade e pressão nas cotações foi menor por causa do vencimento e do fim do mês do que pelos fundamentos." Para Abucater, se o cenário internacional permanecer como está, julho começa com o dólar mostrando repique de alta.

Lá fora, o que pesou mais negativamente nos mercados foi o sentimento de que o resultado da reunião da cúpula da União Europeia (UE) no fim desta semana pode ser frustrante. Além disso, a Espanha solicitou ajuda formal para recapitalizar seus bancos e o Chipre tornou-se o quinto país do bloco a precisar de um resgate internacional, após Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha. Para piorar as coisas, o novo ministro das Finanças renunciou após ficar menos de uma semana no cargo. A saída deu-se por motivos de saúde, mas levou o euro a acentuar as perdas observadas no início do dia ante o dólar.

Às 17h36, o euro estava em US$ 1,2502 ante US$ 1,2574 no final da tarde de sexta-feira, em Nova York. No mesmo horário, o dólar index registrava alta de 0,24%.

Diante disso, o superintende de Investimentos da Allianz Seguros, Fábio Gomes de Oliveira, concorda que a pressão de alta do dólar tende a seguir nos próximos pregões. Ele afirma que a cautela com a Europa continua e destaca o desempenho ruim da Bolsa brasileira e de seus pares internacionais. "Se a queda da Bolsa estiver associada só à Petrobras, tudo bem. Mas, se realmente estiver pesando, a expectativa frustrada com a reunião de cúpula da União Europeia, isso vai bater no dólar também", disse.

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