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Analistas acreditam que os papéis da distribuidora estão caros, na comparação com o resto do setor elétrico

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve anunciar no dia 26 a decisão final sobre a revisão tarifária para a Eletropaulo. Segundo o Barclays, os efeitos negativos da mudança ainda não estão precificados nas ações da empresa.

A equipe do analista Francisco Navarrete acredita que os papéis da distribuidora estão caros, na comparação com o resto do setor elétrico. O múltiplo que relaciona o preço dos ativos com o lucro por ação da companhia, por exemplo, deve fechar 2012 em 25 vezes, bem acima da média entre 10 vezes e 12 vezes das concorrentes.

A classificação do banco britânico é de alocação em carteira com peso menor que a média para as ações da Eletropaulo. O preço-alvo foi calculado em R$ 22, sendo que hoje a empresa está negociada na bolsa em R$ 24,50.

Parte do terceiro ciclo de revisão de tarifas, a Aneel divulgou uma redução inicial de 8,8% para as taxas cobradas pela empresa. Desde então, seus papéis caíram 22% na bolsa, contra 7% do Ibovespa, principal índice.

A própria distribuidora informou que as alterações vão cortar perto de R$ 642 milhões de seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) nos quatro trimestres desde julho do ano passado. Na visão do Barclays, esse resultado vai cair 62% em 2012, para R$ 1,1 bilhão.

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