Tamanho do texto

Contrato WTI para agosto caiu US$ 3,25 (3,99%) e fechou em US$ 78,20 por barril

Agência Estado

Os contratos futuros de petróleo fecharam nesta quinta-feira abaixo de US$ 80 por barril pela primeira vez desde outubro - e a commodity do tipo Brent encerrou o dia abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde dezembro de 2010 -, pressionados por uma série de fatores, incluindo novos sinais de fraca atividade industrial, que mantém os temores de baixa demanda pelo produto.

O contrato do petróleo WTI para agosto caiu US$ 3,25 (3,99%) e fechou em US$ 78,20 por barril, no maior declínio, em termos porcentuais, desde meados de dezembro. Na plataforma ICE, o Brent para agosto recuou US$ 3,46 (3,73%) e fechou a US$ 89,23 o barril.

O recuo ocorre no momento em que os estoques de petróleo globais e nos EUA permanecem altos, em face da fraca demanda. A queda também é reflexo da decisão de ontem do Federal Reserve, de não adotar uma nova rodada de compras de títulos do Tesouro dos EUA. Os participantes do mercado esperavam que o banco central estimularia a economia, reforçando a demanda por petróleo.

Nesta quinta-feira, nos EUA, foi divulgado que o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para -16,6 em junho, de -5,8 em maio. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam uma leitura de 0,0. Além disso, as vendas de moradias usadas no país diminuíram em maio, sugerindo que os obstáculos econômicos e a falta de propriedades a preços baixos disponíveis podem estar impedindo a recuperação do mercado imobiliário. A queda foi de 1,5%, na comparação com abril, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.

Na Europa, a atividade do setor privado da zona do euro teve contração pelo quinto mês consecutivo em junho, de acordo com dados preliminares da Markit. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da região ficou inalterado em 46,0, o menor nível desde junho de 2009. As duas maiores economias do bloco, Alemanha e França, também registraram contração na atividade.

Já na China, o PMI preliminar, medido pelo HSBC, caiu para 48,1 em junho, em comparação com a leitura final de 48,4 em maio. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.