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Segundo a instituição, estão nesse grupo a Pemex, do México, a Pertamina, da Indonésia, e a PDVSA, da Venezuela

Redação Economia
"Notas de crédito de estatais incorporam parte do apoio governamental que recebem", diz a agência

A agência de classificação de risco Moody’s criticou hoje, em relatório, as petrolíferas estatais que têm como principal preocupação maximizar receitas para o governo e garantir empregabilidade. Para ela, essas empresas contêm mais risco em seu perfil de crédito.

Segundo a instituição, estão nesse grupo a Pemex, do México, a Pertamina, da Indonésia, e a PDVSA, da Venezuela. “Os ratings da maioria das estatais incorporam parte do apoio governamental que recebem, explicita ou implicitamente”, diz o documento.

A Moody’s também cita a Statoil, da Noruega, e a Eni, da Itália, como companhias desse tipo que dão prioridade ao retorno de capital investido e o valor para seus acionistas. “Se parece com algo que petrolíferas integradas fazem”, avalia.

Já a Petrobras, a chinesa CNOOC, a indiana IOC e a Petronas, da Malásia, integram um grupo que trafega pelos dois tipos de estatais analisadas. A nota de crédito da Moody’s à brasileira é de A3, faixa de investimento de baixo risco.

O relatório da agência também faz menção à possibilidade de companhias do setor privado serem mais eficientes e terem uma avaliação melhor do que suas concorrentes governamentais. Ela cita a ExxonMobil, a Royal Dutch Shell e a Chevron como grupos desse tipo.

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