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Investidores alternam atenções entre a inflação de junho, que apontou uma desaceleração mais forte do que a esperada da inflação corrente, e queda do desemprego

Agência Estado

Os contratos futuros de juros apontam taxas próximas ao ajuste desta quarta-feira, sem nenhuma direção clara até cerca de 11h desta quinta-feira. Os investidores alternam as atenções entre o IPCA-15 de junho, que apontou uma desaceleração mais forte do que a esperada da inflação corrente, para 0,18%, o que naturalmente daria viés de baixa para as taxas futuras.

Mas a queda da taxa de desemprego para 5,8% em maio, o menor nível para o mês desde 2002, sinaliza um quadro resistente do mercado de trabalho, o que puxaria as taxas futuras para cima. No exterior, as commodities em baixa poderiam ser o vetor de desempate, afiançando o viés de baixa na curva doméstica de juros. Mas o dia tem um leilão importante do Tesouro Nacional, o que rende suporte para as taxas futuras.

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Às 10h23, o contrato futuro para janeiro de 2013 indicava 7,72%, de 7,73% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 projetava 8,08%, reproduzindo o ajuste de ontem. Nos longos, a taxa do janeiro de 2021 indicava 10,13%, de 10,15%. Dentro do IPCA-15, a principal contribuição veio do grupo Transportes, que aprofundou a deflação de 0,25% para 0,77%.

O IBGE considera que com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a partir de 21 de maio, os preços dos automóveis novos caíram 3,50%, com impacto de -0,12 ponto porcentual, o mais baixo no mês. Os preços dos automóveis usados, que recuaram 2,62%, com impacto de -0,04 ponto também ajudaram.

Além disso, os preços do etanol (-1,51%), por causa da baixas cotações da cana-de-açúcar, e da gasolina (-0,37%) também exerceram contribuições favoráveis para o índice. Mas os outros grupos de preços pesquisados também foram positivos. Apenas a alta de preços do grupo Alimentos, de 0,66% em junho, superou a variação de maio, de 0,62%, entre os grupos que compõem o IPCA-15.

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Em relação ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País, de 5,8% em maio, ante 6% em abril, ficou abaixo do piso do esperado pelos analistas consultados pelo AE Projeções (5,9% a 6,2%), mas o indicador é considerado defasado, retratando uma situação econômica anterior. O dia, porém, reserva a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é considerado mais confiável para se balizar a situação do mercado de trabalho.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa o dado nesta quinta-feira, às 14h. Se os dados domésticos oferecem empate, o exterior reforçaria o viés de baixa, já que o petróleo opera em baixa e na casa de US$ 80. Grãos como soja, milho e trigo recuam e também poderiam fortalecer a queda das taxas futuras de juros locais.

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Mas nesta quinta-feira há o tradicional leilão do Tesouro Nacional de títulos públicos. De acordo com cronograma referente ao mês de junho, serão ofertadas Letras do Tesouro Nacional (LTN) para os vencimentos de 1/10/2012, 1/7/2014 e 1/1/2016; e Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F) para os vencimentos de 1/1/2018 e 1/1/2023. Os dois títulos são prefixados.

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