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Moeda americana fechou cotada a R$ 2,055 em dia marcado por dados econômicos ruins da China, Estados Unidos e Europa

O dólar comercial teve um firme ajuste de alta no pregão desta quinta-feira. Novamente a cena externa foi quem ditou a formação de preço, conforme as bolsas e as commodities caíram em meio a dados negativos sobre atividade na China, Europa e Estados Unidos. Além disso, o mercado foi prejudicado por notícias dando conta que uma série de bancos terá sua nota de crédito rebaixada.

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No fim do pregão o dólar comercial apontava valorização de 1,07%, a R$ 2,055 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 2,058 (+1,23%). Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato para julho tinha ganho de 1,42%, a R$ 2,059, antes do ajuste final. Os negócios na BM&F encerram às 18 horas.

O diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, não descarta a possibilidade de novas atuações do governo no mercado de câmbio conforme o dólar volta a tomar fôlego.Em sua avaliação, o comportamento do dólar está sim no radar do governo, não apenas pela questão da inflação, mas também pelo impacto que essa valorização da moeda tem sobre as empresas.

O diretor aponta que o número de empresas endividadas em moeda estrangeira é bastante expressivo e que essa alta da moeda pode asfixiar o caixa dessas companhias, ainda mais que o número de empresas que faz hedge (proteção) de exposição cambial é baixo, principalmente em função do custo dessa operação.

Para Rodrigues, assim que o governo perceber que o dólar toma fôlego de forma mais sustentada ele volta a atuar. O último leilão de venda de dólar futuro via swap cambial pelo Banco Central (BC) aconteceu dia 11 de junho, em uma oferta pequena.

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