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Contração no setor privado europeu e dados ruins nos EUA e na China derrubam índices

Agência Estado

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, com dados negativos na Europa, nos Estados Unidos e na China. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em baixa de 0,51%, aos 248,40 pontos.

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A atividade do setor privado da zona do euro teve contração pelo quinto mês seguido em junho, segundo dados preliminares da Markit. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da região ficou inalterado em 46,0, o menor nível desde junho de 2009. O PMI do setor de manufatura recuou para 44,8 em junho, de 45,1 em maio, a mínima em 36 meses, e o PMI de serviços subiu para 46,8, de 46,7. Leituras abaixo de 50 indicam contração da atividade e acima disso apontam expansão.

As duas maiores economias do bloco também tiveram contração na atividade. O PMI composto preliminar de junho da Alemanha caiu para 48,5, de 49,3 em maio, o patamar mais baixo em três anos - com queda no PMI de manufatura para 44,7, de 45,2, a mínima em 36 meses, e recuo no PMI de serviços para 50,3, de 51,8, a mínima em sete meses. Já o indicador da França subiu para 46,7, de 44,6, a leitura mais alta desde março - com avanço no PMI de serviços para 47,3, de 45,1, e aumento no PMI industrial para 45,3, de 44,7.

No EUA, o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para -16,6 em junho, de -5,8 em maio. O resultado foi muito pior do que o esperado. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam uma leitura de 0,0. Já na China, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar, medido pelo HSBC, caiu para 48,1 em junho em comparação com a leitura final de 48,4 em maio. Uma leitura abaixo de 50 indica contração da atividade industrial do setor privado, enquanto qualquer número acima de 50 representa crescimento.

No fim da sessão, a presidência da Alemanha informou que vai adiar a aprovação do programa de resgate permanente europeu. A alta corte do país disse que vai precisar de até três semanas para revisar o pacto fiscal e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês). Embora o atraso seja apenas temporário, o fato de haver qualquer adiamento mostra a dificuldade dos europeus para avançar com medidas destinadas a combater a crise da dívida na região, e isso pressionou ainda mais os mercados europeus.

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 0,99%, aos 5.566,36 pontos. Anglo American caiu 5,2% e Vedanta Resources recuou 4,9%. BP registrou queda de 3,2%. Em Frankfurt, o índice DAX registrou perda de 0,77%, aos 6.343,13 pontos. Volkswagen caiu 3,1% e SAP recuou 2,7%. Por outro lado, Lufthansa teve alta de 0,8% por causa do declínio dos preços do petróleo.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve queda de 0,39%, fechando em 3.114,22 pontos. Peugeot caiu 4,1%. Por outro lado, Air France-KLM avançou 5,8% após a companhia anunciar um corte de custos que inclui o fechamento de mais de cinco mil vagas de empregos. Lafarge registrou alta de 1,6% depois de ter seus papéis mais bem avaliados pelo HSBC.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, terminou o dia em baixa de 0,37%, aos 4.660,63 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri teve queda de 0,33%, aos 6.773,50 pontos. Na contramão, em Milão, o índice FTSE MIB fechou em alta de 0,14%, para 13.751,63 pontos, e o índice ASE, da Bolsa de Atenas, subiu 1,83%, aos 614,09 pontos. As informações são da Dow Jones.

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