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Por volta das 13h10, o Ibovespa tinha baixa de 0,83%, aos 56.719 pontos; investidores aguardam anúncios de estímulos financeiros do BC americano

À espera por mais estímulos monetários pelos Estados Unidos deve deixar a Bovespa de lado, sem viés definido, até o anúncio da decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e a fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, na tarde desta quarta-feira.

A cautela é adotada após a Bolsa voltar ao terreno positivo no ano na terça-feira, na terceira sessão de alta consecutiva, com um desempenho mais robusto que dos mercados internacionais. A continuidade dos ganhos, no entanto, depende do exterior. Por volta das 13h10, o Ibovespa tinha baixa de 0,83%, aos 56.719 pontos.

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No mesmo horário, em Nova York, o índice S&P 500 caía 0,11%, enquanto o Dow Jones tinha leve baixa de 0,18% e o Nasdaq operava com leve alta de 0,07%. "Até o anúncio (do Fed), a Bovespa deve mostrar um comportamento lateral", afirma um operador da mesa de renda variável de uma corretora, que prefere não se identificar, lembrando que o mercado já vem se animando com potenciais novos estímulos desde a véspera.

"Hoje será um dia decisivo para o viés do mercado acionário global. Após nada vir do G-20, as expectativas estão todas voltadas para a reunião do Fomc. Se ele apenas estender o Twist (Operação Twist) e aumentar o afrouxamento de 2014 para 2015, está dentro do esperado, os mercados tendem a subir e o Ibovespa pode buscar os 58 mil pontos", diz Pedro Galdi, da SLW. "Caso não faça isso, os mercados podem devolver (os ganhos recentes) no fim da tarde."

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O analista técnico Gilberto Coelho ressalta, em relatório, a tentativa de recuperação da Bovespa. "Graficamente o Ibovespa rompeu a resistência em 56.700 pontos e segue acima da média de 21 dias (MM21), indicando tendência de alta no curto prazo, e vem formando topos e fundos ascendentes, o que pode levar a resistências em 57.700 pontos ou 60.000 pontos". Por outro lado, o pregão desta quarta-feira pode começar com "uma ressaca de ontem", avalia o operador citado mais acima.

A blue chip Petrobras, por exemplo, deve mostrar fôlego menor, depois de subir até 6,5% durante a sessão da véspera, embalada pelas especulações sobre o eventual reajuste do preço dos combustíveis. A presidente da estatal petrolífera, Graça Foster, não confirmou a recomendação, que teria sido proposto no plano de investimentos da empresa: "As recomendações que são feitas em vários segmentos do plano são reveladas na hora de sua revelação, na hora em que a gente abre o plano".

Mas o foco dos investidores está no Federal Reserve. O Comitê Federal de Mercado Aberto anuncia sua decisão de política monetária às 13h30. Atualmente, os juros estão na faixa entre zero e 0,25%. Às 15 horas, o Fed revela suas projeções para a economia dos EUA e para o nível das taxas de juros.

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As apostas do mercado têm sido mais fortes na prorrogação da Operação Twist, que alonga os prazos dos títulos do Tesouro na carteira do próprio Fed, com o objetivo de baixar o custo dos empréstimos, do que na retomada do relaxamento quantitativo.

"É mais certo que o Fed venha a sinalizar uma continuidade da Operação Twist, onde há a venda de ativos na curva longa e compra na curva curta, para assim levar a um achatamento da mesma e redução dos custos de crédito no longo prazo", avalia o economista Jason Vieira, da Apregoa.com. Ele ressaltaa, contudo, que "mesmo isso não tem sido sinalizado pelo Fed, que tem estado estranhamente 'quieto' nos últimos meses, principalmente com o menor crescimento da economia americana a partir do segundo trimestre."

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