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Expectativa de que o banco central dos EUA anuncie medidas para estimular a economia pressiona a moeda norte-americana em todo o mundo

Assim como os demais, o mercado de câmbio brasileiro inicia os negócios desta quarta-feira com as atenções voltadas para uma eventual sinalização de mais estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na véspera, tal expectativa ditou a maior queda do dólar ante o real em duas semanas. Por volta de 10h10, o dólar comercial firmava baixa e caía 0,08%, a R$ 2,025 na venda.

Na véspera, a moeda americana recuou 1,41%, maior queda diária em duas semanas, fechando em R$ 2,028.

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O mercado está esperando ao menos que o Fed prorrogue o programa de afrouxamento monetário conhecido como Operação Twist, que inicialmente deveria terminar no fim deste mês.

Por meio desse programa, o BC americano vendeu desde setembro de 2011 quase US$ 400 bilhões em bônus de curto prazo e utilizou os recursos para comprar títulos de prazos mais longos, no intuito de reduzir as taxas de juros de longo prazo e estimular a economia.

Caso confirmada, essa extensão da medida tem potencial para colocar o dólar para baixo em todo o mundo, mas de forma limitada, uma vez que na segunda-feira o mercado colocou no preço essa possibilidade.

No exterior, nesta manhã, o euro subia 0,21%, para US$ 1,2712, enquanto o ICE U.S. Dollar Index, que mede o desempenho da moeda ante uma cesta de divisas, caía 0,17%, para 81,148 pontos. Do lado doméstico, os dados sobre o fluxo cambial merecem atenção. Às 12h30, o Banco Central atualiza os números referentes à terceira semana de junho (11 a 15).

Entre 1º e 8 de junho, o saldo de entrada e saída de dólares estava positivo em US$ 843 milhões. Bolsa Na renda variável, antes da abertura da bolsa brasileira, o Ibovespa futuro praticamente não se move nesta sessão.

O índice caía 0,09%, para 57.695 pontos. Na véspera, o Ibovespa subiu 1,78%, para 57.195 pontos, puxado sobretudo pela força de Petrobras. As ações PN da estatal petrolífera dispararam 3,96% com a expectativa de reajuste nos preços dos combustíveis.

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