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Para presidente do Itaú Unibanco, momento é delicado e de transformação no sistema financeiro, mas bancos terão que repensar modelos de negócios

Os bancos na Europa passam por um processo de capitalização que ainda não terminou, avalia o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, que faz palestra em congresso da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir tecnologia bancária, o Ciab. O momento é delicado e de transformação no sistema financeiro, avalia o executivo.

"Sou pessimista com o que está acontecendo na Europa. Acho que no final o euro sobrevive, mas com muita dificuldade", disse. O problema bancário na Europa é mais grave do que em outras regiões do planeta. "Nos bancos dos Estados Unidos, o processo de capitalização está mais avançado", continuou o executivo.

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Nesse cenário de crise em vários países e de novas regras de capital mais rígidas, o chamado Basileia 3, Setubal destaca que os bancos em todo o mundo estão revendo seus modelos de negócios. Esse processo também ocorre no Brasil, que passa ainda por redução de juros. "Os bancos terão de repensar muito seus modelos de negócios", disse ele, destacando que o desafio será como remunerar o capital adicional que terá que ser reservado por conta das novas regras de Basileia.

A queda da Selic, avalia Setubal, veio para ficar. Na sua avaliação, dificilmente a taxa deve voltar para níveis de dois dígitos, que eram no passado recente. "Os bancos terão de ser mais eficientes" disse ele.

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