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Por volta de 10h15, o dólar comercial recuava 0,31%, para R$ 2,050; investidores seguem na expectativa da formação do novo governo grego

Diante da queda do dólar no exterior, a moeda americana inicia os negócios desta terça-feira com uma correção de baixa frente ao real, após a alta da véspera. Em pauta, alguma expectativa positiva com a formação de um novo governo grego, o primeiro dia de reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o segundo dia de encontros entre líderes do G-20.

Por volta de 10h15, o dólar comercial recuava 0,31%, para R$ 2,050. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para julho perdia 0,36%, para R$ 2,056. De acordo com profissionais, a valorização do dólar na véspera - de 0,64%, a R$ 2,057 - seguiu o movimento da moeda no exterior e foi impulsionada ainda por "testes" do mercado sobre a disposição do governo em reverter mais medidas contra entradas de capitais.

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Essa expectativa tomou fôlego depois que, na semana passada, as autoridades reduziram de cinco para dois anos o prazo dos empréstimos sujeitos à alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Olhando para o cenário externo, investidores parecem mais dispostos a comprarem ativos de risco. Por trás desse sentimento, a perspectiva de mais estímulos monetários por parte de vários bancos centrais mundiais, referendada por dados ainda indicando fraqueza na atividade econômica.

Na Europa, o mercado monitora as discussões para a formação de um novo governo grego. O líder do partido Nova Democracia (que venceu as eleições gregas de domingo), Antonis Samaras, fará hoje uma nova rodada de conversas após encontros "construtivos" com líderes de dois outros partidos ontem. Por fim, no México, líderes das 20 mais importantes economias do mundo voltam a discutir nesta terça-feira a escalada da crise financeira na Europa, com parte do mercado alimentando expectativas de que as autoridades definam alguma ação conjunta para combater a deterioração no sentimento do mercado.

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O noticiário interno traz mais dados sobre inflação. A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho registrou inflação de 0,63% , abaixo da taxa de 0,68% na primeira prévia, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

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