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Investidores anteveem que a alta cúpula econômica mundial possa cunhar ações para amortecer uma derrocada maior da economia global

Em um ambiente de baixo volume, as taxas de juros futuras operam perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira e adiam a esperada correção da alta de sexta-feira, com os investidores antevendo que a alta cúpula econômica mundial possa cunhar ações para amortecer uma derrocada maior da economia global. Entre esta segunda e terça-feira, ocorre a reunião de cúpula do G-20, em Los Cabos, no México, da qual participa o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. Além disso, o Federal Reserve promove encontro terça e quarta-feira e o Eurogrupo, na quinta-feira.

Às 11h16, a taxa do contrato para janeiro de 2013 estava em 7,72%, de 7,73% no ajuste de sexta-feira. Entre os vencimentos de longo prazo, a taxa do contrato para janeiro de 2017 projetava 9,78%, de 9,79% no ajuste. O contrato para janeiro de 2021 subia a 10,40%, de 10,37% no ajuste, com apenas 10 contratos negociados até cerca de 11h20 desta segunda-feira.

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"A expectativa de que o Fed agirá ou que algo poderá sair dos encontros acabou dando suporte, já que o mercado voltou a ficar nervoso com a Espanha", comentou uma fonte. A preocupação retornou com força para a Espanha e o juro projetado no papel de 10 anos do país suplantou 7%, batendo novo recorde. Dados também mostraram que os empréstimos inadimplentes dos bancos espanhóis aumentaram para o maior nível em 18 anos em abril.

Nesta semana, saem os resultados dos testes de estresse dos bancos e os operadores já especulam que as instituições do país precisariam de 150 bilhões de euros para se protegerem, cifra que superaria o montante estendido pela União Europeia aos bancos espanhóis, de até 100 bilhões de euros.

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Na Grécia, o partido centro-direita Nova Democracia, liderado por Antonis Samaras, e os socialistas do Pasok conseguiram juntos 162 dos 300 assentos, garantindo maioria para a esperada coalizão, algo que não tinha sido possível na eleição anterior. As negociações para a formação da coalizão começaram nesta segunda-feira.

No Brasil, a pesquisa Focus do Banco Central demonstra que piorou ainda mais as expectativas dos analistas para a expansão da economia neste ano e em 2013, enquanto as projeções para a inflação se abrandaram, mas sem a mesma intensidade. Os analistas que inserem projeções na pesquisa Focus reduziram a projeção de expansão do PIB em 2012 de 2,53% para 2,30% e de 2013, de 4,30% para 4,25%.

A expectativa é que as projeções para o PIB não parem de piorar no nível de 2,30%, já que alguns bancos já trabalham com uma estimativa inferior a 2% para este ano. Os analistas também abrandaram a previsão para inflação, mas sem a mesma virulência do corte de prognóstico para o ritmo da economia. A projeção de alta do IPCA em 2012 recuou de 5,03% para 5,00%. Para 2013, após três semanas sem alteração, a projeção caiu de 5,60% para 5,54%.

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Entre os dados do dia, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 0,28% na segunda quadrissemana de junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice aponta forte arrefecimento do 0,43% da quadrissemana anterior. O carros novos e os usados foram os itens que exerceram as maiores influências de baixa, já que as medidas para redução do IPI em carros novos continuam tendo impacto deflacionário em toda a cadeia do produto. Nos automóveis novos, a queda se acentuou de 2,08% na primeira quadrissemana para 3,46% na leitura divulgada nesta segunda-feira, e, entre os usados, o recuo passou de 1,36% para 2,05%.

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