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Apesar da vitória dos conservadores na Grécia, mercado segue tenso com a Europa e busca mais dólares no mercado

A vitória dos conservadores na eleição da Grécia diminuiu os riscos imediatos de uma ruptura na Europa, mas não resolveu os temores dos investidores quanto ao futuro do bloco. Por isso, os mercados abriram o dia como se o pior tivesse passado, mas não conseguiram disseminar e firmar um clima de melhora.

Com isso, o dólar teve alta nesta segunda-feira, sendo que o real foi uma das moedas que mais perdeu valor em relação à moeda dos EUA, que terminou a sessão em alta de 0,62%, a R$ 2,057, no mercado à vista de balcão. 

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O cenário espanhol seguiu em deterioração, com os juros dos títulos do país batendo novas máximas, recolocando a aversão ao risco nos negócios nesta segunda-feira, principalmente nas transações com moedas, o que fortaleceu o dólar de forma generalizada.

Às 17h00, no mercado futuro doméstico, o dólar julho valia R$ 2,064, com alta de 0,49%. No mesmo horário, o dólar index, que compara a moeda norte-americana a seis outras divisas fortes, tinha valorização de 0,40%. Às 17h17, o euro estava em US$ 1,2572, depois de ter chegado perto de US$ 1,2750 pela manhã. Ao final da tarde, a alta do dólar também prevalecia em relação às moedas emergentes.

"O mercado ainda está muito cauteloso, mesmo as coisas caminhando bem na Grécia. Os investidores gostariam de ver os bancos centrais agirem e como isso não ocorreu, abandonaram o risco", disse um operador. Ele acrescentou que, agora, todas as atenções se voltam para o resultado da reunião do G-20 e para a conclusão da reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano, na quarta-feira.

Nesta segunda-feira um dos momentos de melhor performance do real deu-se quando, nos Estados Unidos, a Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) informou que o índice de confiança das construtoras subiu para 29 em junho, o nível mais alto desde maio de 2007. Ainda assim, depois de uma série de indicadores fracos por lá, a expectativa é de que o Fed sinalize a adoção de medidas de alívio de liquidez. Se não para o curto prazo, como sinalização em caso da fragilidade da economia dos EUA não diminuir.

No Brasil, não fez preço, mas chamou a atenção mais uma queda nas estimativas para o PIB. Agora, o mercado projeta taxa de crescimento de somente 2,30% em 2012. Para 2013, a estimativa de PIB passou de 4,30% para 4,25%. Já a taxa de câmbio passou de R$ 1,90 para R$ 1,95 ao final de 2012. Para o fim de 2013, o dólar saiu de R$ 1,88 pra R$ 1,90.

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