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Expectativa dos mercados internacionais com uma nova ação coordenada dos bancos centrais após eleições na Grécia não empolga o mercado brasileiro

A expectativa dos mercados internacionais com uma nova ação coordenada dos bancos centrais, após o resultado das eleições na Grécia que serão realizadas neste domingo, não empolga a Bovespa nesta sexta-feira. Por volta das 10h30, o Ibovespa tinha alta de 0,30%, aos 55.515 pontos, em contraste com os ganhos de mais de 1% exibidos pelas principais bolsas europeias nesta manhã, com os investidores ainda cautelosos sobre a situação na zona do euro. 

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A agenda econômica dos EUA, por enquanto, também não traz alento. "A Bolsa segue volátil e mostra maior cautela com eventual ação dos BCs", afirma o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, referindo-se à reação tímida dos negócios locais quanto às especulações de uma resposta dos principais bancos centrais do mundo após as eleições parlamentares gregas, a fim de garantir a liquidez do sistema financeiro.

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Para ele, enquanto os líderes econômicos e as autoridades monetárias não tomarem ações efetivas e evitar um contágio da crise das dívidas soberanas europeias no mundo, as incertezas quanto à solvência de países e bancos prosseguirá. "A aversão ao risco segue grande", comenta.

No cenário doméstico, os números do IBC-Br, vistos como uma prévia do PIB brasileiro e divulgados na manhã desta sexta-feira pelo Banco Central, não devem fazer preço nos ativos brasileiros. "O dado simplesmente confirma a fraqueza da economia nacional", diz Zeno.

Segundo o BC, o índice de atividade econômica apresentou expansão de 0,22% em abril ante março, ficando praticamente em cima da mediana projetada, após levantamento do AE Projeções, de +0,20%. Em relação a abril de 2011, houve um ligeiro recuo de 0,02%, menor que a queda de 0,10% apontada pelos cálculos da AE. Porém, foi a primeira contração para o indicador na comparação anual desde setembro de 2009.

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