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Segundo presidente do conselho de administração da bolsa, Arminio Fraga, bolsa está preparada para operar com ativos verdes

Presidente do conselho de administração da BM&F Bovespa, Arminio Fraga revelou, nesta sexta-feira (15), que a bolsa estuda a criação de um mercado verde. Segundo ele, há um crescente entendimento de que um mercado de crédito de carbono seria um passo importante em direção à busca por sustentabilidade. “A bolsa está pronta para agir”, afirmou.

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A despeito da criação da Bolsa Verde, no Rio de Janeiro, Fraga acredita que haja espaço para mais de uma bolsa de ativos verdes no País. “Mas, acho que também existe lugar para parcerias. Por isso, temos conversado com a BVRio”, disse.

O ex-presidente da Banco Central ressaltou, no entanto, que a participação do governo é fundamental para o desenvolvimento de um mercado verde no País. “Eu acredito que seja possível operar com créditos de carbono no Brasil. Mas, esse mercado não vai existir sem o apoio do governo, que precisa impor regras para gerar demanda”, diz.

Na opinião do economista, é preciso estabelecer padrões de comportamento ambiental para que alguns participantes da economia sejam obrigados a comprar créditos de carbono. Segundo ele, existem no Brasil várias empresas sustentáveis que dispõem de crédito de carbono para oferecer às que ainda têm um grande passivo ambiental.

“Mas, para que essas empresas consigam vender seus créditos, é preciso que alguém esteja disposto a comprar. E isso só vai acontecer se forem criados mecanismos para punir quem não estiver de acordo com os parâmetros estabelecidos de sustentabilidade. O governo precisa induzir o uso de mecanismos de mercado para o bem”, afirmou Fraga durante seminário no Humanidade 2012, evento paralelo à Rio+20 que acontece no Forte de Copacabana.

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