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Prazo no qual empréstimos externos estão sujeitos ao imposto caiu de cinco para dois anos; medida foi tomada após fluxo de recursos ao país diminuir bastante em maio

O governo reduziu de cinco para dois anos o prazo no qual empréstimos externos estão sujeitos ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%, de acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. A medida vem conforme o fluxo de recursos ao país secou no mês passado e atende a uma demanda do mercado, que há meses vinha pressionando para que o governo revisse essa determinação.

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Até então, todos os empréstimos externos com prazo inferior a cinco anos tinha de pagar o "pedágio" de 6%. Essa medida foi definida em março, menos de duas semanas depois de o governo ter estendido essa alíquota para financiamentos de até três anos. Na época, a preocupação do governo era combater a desvalorização do dólar e melhorar a competitividade da indústria brasileira em meio à crise externa.

No final de fevereiro, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,699, o que levou o Banco Central a voltar a comprar moeda no mercado à vista e também no mercado futuro, através dos swaps cambiais reversos.

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Mas a turbulência internacional se agravou recentemente e forçou uma alta ainda mais forte da divisa, levando o governo a reverter sua estratégia para impedir uma depreciação muito acentuada da moeda brasileira. Um dos canais onde mais se percebeu essa piora foi o fluxo cambial. No mês passado, por exemplo, essa conta ficou negativa em US$ 2,691 bilhões, pior resultado mensal desde junho de 2010 (-US$ 4,279 bilhões).

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