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Bolsa y Renta tem atualmente R$ 7 bilhões em recursos sob gestão e, para André Esteves, "agregará capilaridade" à operação do banco de investimentos brasileiro na Colômbia

O banco de investimentos BTG Pactual anuncia nesta quinta-feira que assinou um acordo para a aquisição da Bolsa y Renta, a maior corretora em volume de transações em ações na Colômbia, por US$ 51,9 milhões (cerca de R$ 106 milhões). 

Como parte da operação, os atuais acionistas da Bolsa Y Renta subscreverão 0,25% do capital social do Banco BTG Pactual e BTG Investments LP (por meio do BTG Pactual Participations Ltd.), segundo o banco brasileiro. 

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Fusão com Celfin consolidará presença do BTG na América Latina

O movimento acontece pouco mais de quatro meses depois de outro movimento do banco de André Esteves na América Latina. Em fevereiro, o BTG Pactual concluiu a compra da gestora chilena Celfin Capital , por US$ 245 milhões em dinheiro e mais 2,4% em ações do BTG para os acionistas da corretora do Chile.

A Bolsa Y Renta tem atualmente uma carteira de US$ 2,57 bilhões (R$ 5,2 bilhões) em gestão de recursos (wealth management) e US$ 873,8 milhões (R$ 1,8 bilhão) em gestão de ativos (asset management), segundo o BTG Pactual, que detém R$ 130,3 bilhões em asset mangement e faz a gestão de R$ 42 bilhões em recursos.

"A operação é um passo importante na expansão do Banco na América Latina, já que combina a posição da Bolsa y Renta no crescente mercado colombiano, com a força e prestígio das plataformas de negócio no Brasil, Chile, Peru e Colômbia," afirma o BTG Pactual em nota.

As companhias informaram que têm a intenção de ampliar o portifólio de serviços e produtos oferecidos pela Bolsa Y Renta .

“A incorporação da Bolsa y Renta agregará ainda mais capilaridade e credibilidade à nossa operação na Colômbia, que se destaca pelo aumento do consumo interno e pelo grande número de empresas que buscam capital para se expandir. Queremos ser a primeira referência para investidores e companhias que tenham interesse na América Latina”, disse em nota André Esteves.

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A conclusão e fechamento da operação estão sujeitas à verificação de condições típicas para este tipo de operação, segundo o banco, incluindo a obtenção de todas as aprovações necessárias dos órgãos reguladores no Brasil e na Colômbia.

Após a finalização da transação e combinação das operações, os principais acionistas e executivos da Bolsa Y Renta devem permanecer à frente das operações na Colômbia. Para tanto, será adotado um plano de retenção que incentive tais acionistas a permanecerem na Bolsa Y Renta por, no mínimo, quatro anos.

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