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A agência de classificação de risco Moody's também rebaixou o rating global da YPF, subsidiária argentina que foi expropriada pelo governo de Cristina Kirchner no mês passado

Seguindo seu corte na nota de crédito da espanhola Repsol, a Moody's rebaixou o rating global da YPF de B3 para Caa1, com perspectiva estável. A avaliação representa um grau abaixo da anterior, ainda dentro do grupo de investimentos especulativos da instituição.

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Para a Moody's, a empresa vai sofrer para conseguir arcar com seus vencimentos de dívida sem afetar sua liquidez no curto prazo. A dificuldade em pagar esses débitos pode levar a uma reestruturação, segundo a agência, o que já afeta a confiança do investidor. Além disso, também preocupa a exposição a cláusulas de bônus e debêntures que preveem a aceleração do pagamento e taxas punitivas para mudanças de controle e nacionalizações.

O problema, continua a Moody's, é que 64% do perfil de endividamento da YPF vêm de obrigações de curto prazo até dezembro deste ano, ou US$ 1,8 bilhão. Sem a antiga matriz espanhola para ajudar no financiamento e tendo um caixa reduzido para pagar os títulos, o governo argentino teria problemas para captar o valor necessário. A instituição afirma que a nota de crédito reflete, também, a avaliação B3 da Argentina, já que com a tomada de controle por parte do Estado a YPF se torna uma emissora relacionada.

No caso de um corte nesse rating soberano, a petrolífera também sofreria com a redução. Outra nota atribuída à companhia foi a de Caa1 à linha de crédito fechada com o Banco de la Nación para conseguir 2 bilhões de pesos (R$ 906,8 milhões) em empréstimos.

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