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Bolsa encerrou com valorização de 1,94%, aos 55.049 pontos, animada com rumores sobre  nova rodada de estímulos econômicos do Banco Central dos EUA

A Bovespa fechou em alta nesta terça-feira, embalada pelo vencimento de opções sobre o índice de amanhã e pelo clima positivo dos mercados americanos, onde circularam especulações sobre uma nova rodada de estímulos econômicos. Mas, na prática, nada mudou a ponto de indicar uma reversão do quadro negativo do cenário mundial. O Ibovespa encerrou com valorização de 1,94%, aos 55.049 pontos. O volume financeiro movimentado foi de R$ 5,69 bilhões.

"A eleição na Grécia e a situação da Espanha continuam no foco. O mercado deve revezar altas e baixas nos próximos dias, mas o volume é fraco", afirma Pedro Galdi, da SLW Corretora. Enquanto isso, os investidores aproveitam para correr atrás de algumas "pechinchas". Entre as mais negociadas, Vale PNA subiu 2,25%, a R$ 37,72, a Petrobras PN ganhou 1,14%, para R$ 18,60; e a OGX ON teve alta de 0,42%, a R$ 9,43.

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Entre as maiores altas, as preferenciais da TAM subiram 6,84%. A companhia aérea decidiu prorrogar por 10 dias o prazo para adesão à oferta de permuta por BDRs da Lan , depois que a adesão à operação atingiu 94,4%, ligeiramente abaixo dos 95% desejados. Ontem, os papéis da TAM chegaram a figurar entre as maiores baixas, com muitos investidores que acompanham a carteira do Ibovespa se desfazendo do ativo, uma vez que ele deixará de fazer parte da carteira.

As ações ordinárias da Ultrapar tiveram alta de 5,01% e as também ordinárias da B2W subiram 4,90%. Na contramão, os papéis preferenciais da Usiminas caíram 1,64%, enquanto os ordinários da siderúrgica tiveram forte alta de 3,95%. Enquanto a ação PNA reflete o fraco desempenho operacional da siderúrgica, a ON mostra os efeitos da decisão do Cade, que autorizou a CSN a voltar a negociar o ativo, depois que o órgão suspendeu o direito da empresa de assumir um posto no conselho de administração da concorrente.

Já os papéis ordinários da MRV tiveram queda de 0,84%, enquanto os de mesmo tipo da Cyrela perderam 0,67%.

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O otimismo das bolsas americanas - Dow Jones ganhou 1,31%, a Nasdaq teve alta de 1,19% e o S&P 500 avançou 1,17% - foi consequência das especulações em torno da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) da semana que vem. O economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib, destaca que o presidente do FED de Chicago, Charles Evans, declarou-se a favor de um maior estímulo à economia.

"Evans não esta votando no Fomc, mas é um nome de peso. Esta declaração se soma a de Janet Yellen, semana passada, de que o FED estaria pronto a iniciar uma nova rodada de recompra de dívida longa (leia-se QE3)", afirmou em relatório aos clientes. "Declarações no sentido de uma nova rodada de uma política monetária "acomodativa" (leia-se, QE3!) também saíram da boca dos presidentes do FEDs de Atlanta (Dennis Lockhart), ontem, e de Boston (Eric Rosengren), semana passada. Ambos votam no Fomc."

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