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Segundo agência de classificação de risco Moody's, intervenção do BC vai aumentar o custo de financiamento de bancos pequenos e médios

BMG, Bonsucesso e Paraná Banco serão as instituições financeiras mais afetadas pela intervenção do Banco Central no Cruzeiro do Sul, de acordo com relatório da agência de classificação de risco Moody's. Segundo o documento, a intervenção do BC tem efeito negativo para bancos especializados, porque aumenta a aversão ao risco e prejudica o acesso a financiamento e a confiança do investidor no segmento em que atuam.

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"Nós acreditamos que esse evento vai reduzir a disponibilidade (de crédito) e aumentar o custo de financiamento de bancos pequenos e médios, que precisam de confiança institucional e mercados interbancários", indica a Moody's. BMG, Bonsucesso e Paraná Banco, assim como instituições financeiras menores, vão ter mais dificuldade de financiar a originação de empréstimos ou de securitizar seus empréstimos a terceiros. 

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A intervenção no Cruzeiro do Sul deve ter pouco impacto no mercado financeiro  brasileiro, visto que o banco detém somente 0,22% de todos os ativos no sistema bancário nacional. No dia 4 de junho, o BC colocou a instituição carioca sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores - a família Índio da Costa - foram afastados e a gestão passou a ser feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País.

Inspeções feitas no Banco Cruzeiro do Sul identificaram um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão. A princípio, foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco Panamericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul registrava um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 150 milhões.

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