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Apesar disso, mercados financeiros mantêm boa dose de cautela diante da notícia de que os bancos espanhóis contarão com ajuda de até 100 bilhões de euros

As bolsas europeias sustentam uma leve alta nesta segunda-feira em resposta à notícia de que os bancos espanhóis contarão com ajuda de até 100 bilhões de euros. No entanto, os mercados financeiros mantêm cautela diante da informação, pois não se sabe ainda quanto efetivamente será utilizado. A leitura é que essa linha de socorro dará apenas alguma trégua de curto prazo à crise na zona do euro.

As bolsas de valores europeias mantêm-se em alta desde o início dos negócios. Há pouco, o índice FTSE 100, de Londres, subia 0,21%, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhava 0,15% e o DAX, de Frankfurt, tinha valorização de 0,47%. Em Madri, o Ibex 35 avançava 0,43%. A exceção entre os indicadores europeus é o italiano MIB, que opera com queda de 1,93%.

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O próximo teste importante para os mercados financeiros deve acontecer no domingo, quando acontecem as eleições na Grécia - evento que pode provocar nova onda de turbulência e colocar em xeque a melhora do apetite por risco e a capacidade de rolagem da dívida dos países que seguem no epicentro da crise. 

Em Wall Street, os índices de ações migraram do terreno positivo para o registro de perdas. O Dow Jones perdia 0,28%, enquanto o S&P 500 tinha queda de 0,26% e o indicador da Nasdaq, a bolsa eletrônica, caía também 0,26%.

Por aqui, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) virou e passa a operar com leve queda de 0,10%, aos 54.378 pontos. O volume financeiro na bolsa era de R$ 2,04 bilhões.

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Analistas comentam que a ajuda à Espanha pode ser um alívio apenas temporário. Em nota, a Gradual Investimentos diz que a União Europeia está "tapando o sol com a peneira" ao emprestar dinheiro aos bancos, quando estes não têm para quem emprestar. Segundo a casa, é necessário criar medidas que restabeleçam o futuro da zona do euro, com foco na geração de lucro das empresas e das pessoas.

No mercado de câmbio, o dólar voltou a ganhar terreno em relação ao euro e a outras divisas refletindo as incertezas que seguem no radar. O real também perde na comparação à moeda americana, o que deixa o mercado novamente de olho em eventuais ações do Banco Central. Na sexta-feira, o BC vendeu 20.400 contratos de swaps cambiais tradicionais (operações equivalentes a uma venda de dólares no mercado futuro), totalizando US$ 1,014 bilhão. O dólar comercial subia 0,8%, para R$ 2,04 na venda.

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Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de dólar para julho ganhava 0,66%, a R$ 2,0435.

Juros futuros

Os juros futuros recuam levemente, de olho na queda das projeções para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Produto Interno Bruto (PIB) e taxa Selic, conforme a pesquisa Focus desta segunda-feira. Na BM&F, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2014 tinha taxa de 8,12%, ante 8,14% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro/2013 recuava de 7,80% para 7,78%; e o DI janeiro/2017 tinha taxa de 9,74% (9,70% no ajuste)

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