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Redução dos juros chineses veio antes do esperado e animou o mercado europeu

As bolsas europeias acentuaram seus ganhos, assim como o euro e a libra esterlina, após a China anunciar que vai reduzir sua taxa de empréstimos de um ano e a taxa de depósitos de um ano em 0,25 ponto porcentual, com efeito a partir de sexta-feira. A decisão incentivou o apetite dos investidores por ativos de risco e fez a demanda por "portos seguros", como os bônus da Alemanha, recuar.

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"Algum tipo de corte era cada vez mais esperado pelo mercado, embora a maioria estivesse esperando que isso acontecesse após a divulgação do CPI (sigla em inglês para o índice de preços ao consumidor), no sábado", comenta Richard Kelly, da TD Securities. "Então foi a data que surpreendeu. Isso foi suficiente para sacudir os mercados e tirá-los do transe que eles estavam, à espera do discurso de Bernanke", acrescentou, se referindo a um depoimento que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, fará nesta quinta-feira no Congresso dos EUA.

Por volta das 11h25 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 50 subia 0,89%. A Bolsa de Londres avançava 1,58%, Paris ganhava 0,80% e Frankfurt tinha alta de 1,45%.

As commodities também se beneficiaram da ação da China, que é a maior consumidora de cobre e a segunda maior de petróleo do mundo. Um pouco mais cedo, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para julho tinha valorização de 0,65%, a US$ 3,4005 a libra-peso. E o petróleo WTI para julho subia 1,58%, a US$ 86,32 o barril.

Já os bônus da Alemanha e do Reino Unido perderam seu apelo como "portos seguros". No horário mencionado acima, o yield do bônus alemão de 10 anos subia para 1,368%, enquanto o yield do título inglês avançava para 1,717%. Nesta quinta-feira, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve a taxa básica de juros em 0,5% e não elevou o volume do seu programa de compras de ativos, de 325 bilhões de libras, em linha com o que era esperado pela maioria dos analistas.

"Para o BoE adotar novas medidas de relaxamento quantitativo em julho nós vamos precisar ver alguns sinais de que fragilidade externa está começando a afetar mais significativamente a demanda doméstica", afirma o BNP Paribas. As informações são da Dow Jones.

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