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Principais mercados fecharam em alta impulsionados pela China, mas perderam fôlego depois de o presidente do BC dos EUA não anunciar medidas de estímulo monetário

As ações europeias subiram nesta quinta-feira, mas fecharam bem abaixo da máxima da sessão, na medida em que o otimismo levantado pelo corte na taxa de juros da China foi prejudicado por comentário do chairman do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, que deu poucos sinais de que seria iminente o anúncio de novas medidas de estímulo monetário.

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Entretanto, o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 fechou em alta de 1 por cento, a 983 pontos, de acordo com dados preliminares. Esse foi o fechamento mais alto desde 29 de maio, dando sequência a uma recuperação do excesso de vendas que começou na segunda-feira.

Uma melhora mais cedo no sentimento do mercado aconteceu parcialmente por conta do primeiro corte da taxa de juros da China em quatro anos, mas a fala ao Congresso de Bernanke decepcionou àqueles que buscavam sinais sobre perspectivas de uma terceira rodada de compra de títulos pelo Fed.

"Nós olhamos menos para fundamentos neste momento e observamos, basicamente, o que bancos centrais e governos dizem. O que o Bernanke falou hoje não é, provavelmente, o que os mercados esperavam", disse o chefe de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets, Philippe Gijsels.

"Mas é um processo em andamento. Não significa que é o fim do mundo... apenas contribui para um ambiente muito volátil e nervoso."

Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 1,18%, a 5.447 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,82%, para 6.144 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 cresceu 0,42%, a 3.071 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib valorizou-se 0,88%, para 13.545 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 teve alta de 0,30%, a 6.438 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 recuou 0,56%, para 4.512 pontos.

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