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Captação líquida da caderneta foi de R$ 6,3 bilhões no quinto mês do ano, 252% acima do número de abril e o maior para maio desde o início da série histórica, em 1995

O primeiro mês com as novas regras de funcionamento das cadernetas de poupança teve recorde no volume de depósitos. Dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central mostram que em maio as contas registraram captação líquida positiva de R$ 6,262 bilhões, resultado 252% maior que o observado em abril e recorde para os meses de maio desde o início da série histórica em 1995. Na comparação com todos os outros meses, maio teve o melhor desempenho desde dezembro de 2010.

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Segundo o Banco Central, os depósitos no acumulado do mês passado alcançaram R$ 105,776 bilhões, valor maior que os saques, que somaram R$ 99,514 bilhões. Além de as aplicações terem superado as retiradas, as contas existentes tiveram rendimento de R$ 2,138 bilhões no mês passado. Dessa maneira, no fim de maio, a soma de todas as cadernetas existentes atingiu R$ 441,721 bilhões.

Anunciada em 3 de maio, as novas regras das cadernetas não desanimaram investidores - como muitos economistas e parte do governo temiam. Entre o dia 4, primeiro dia com a mudança, e 31 de maio a captação líquida das cadernetas ficou em R$ 4,456 bilhões.

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Com a mudança de regra, sempre que o juro básico da economia estiver em 8,5% anuais ou menos, o rendimento das cadernetas passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial. Há uma semana, em 30 de maio, o juro básico caiu para 8,5%, o que fez com que passasse a vigorar a nova regra de cálculo do rendimento.

Depósitos feitos até dia 3 de maio têm garantido o juro antigo - de 0,50% ao mês mais a TR - até o saque. Em caso de retirada a partir de agora, os recursos sairão prioritariamente do saldo da nova poupança, que têm rendimento menor. Depois que esse valor for esgotado, as retiradas começam a ser debitadas do saldo antigo.

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