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Mesmo sem notícias positivas, os mercados globais sobem nesta quarta. Ás 15h15, o Ibovespa avançava 2,23%, para 53.654 pontos; ação do Cruzeiro do Sul cai 39%

Mesmo sem notícias positivas, os mercados financeiros globais vivem uma quarta-feira de recuperação. Após fortes quedas recentes, os preços baixos de ações atraem compradores, impulsionando os índices das principais bolsas no mundo. O mesmo movimento se observa no mercado de commodities, inclusive no de petróleo. Por volta de 15h15, o Ibovespa tinha alta de 2,23%, aos 53.654 pontos. O volume financeiro era de R$ 4,3 bilhões.

Os excessos dos últimos dias podem ajudar a explicar essa correção. Mas também existe, por trás desse movimento, a esperança de que, na quinta-feira, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Ben Bernanke, acene com alguma ação efetiva para combater a crise mundial.

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A expectativa acabou prevalecendo sobre a decepção com o discurso de Mario Draghi, do Banco Central Europeu (BCE), que não colocou na mesa a ideia de novas injeções de liquidez no sistema.

As bolsas americanas têm forte alta e os índices de ações europeus fecharam com ganhos de mais de 2%. Acompanhando o tom externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) consegue ter um pregão de alta expressiva. A alta dos preços das commodities no exterior ajuda na recuperação da bolsa brasileira devido ao peso dos setores ligados a matérias-primas no Ibovespa.

Entre as ações mais líquidas, Vale PNA avançava 2,31%; Petrobras PN tinha alta de 1,91%; OGX ON ganhava 6,75%; Itaú PN avançava 2,89%.

Por outro lado, as ações preferenciais do Cruzeiro do Sul são destaque de baixa e despencam 38,95%, cotadas em R$ 4,64. As ações do banco voltaram a ser negociadas hoje após dois dias de suspensão, quando o Banco Central anunciou intervenção na instituição, por meio do Regime de Administração Especial Temporária (Raet).

Dólar

Já o dólar oscila perto da estabilidade, negociado a R$ 2,02, enquanto os investidores digerem os dados sobre o fluxo cambial de maio, que foi negativo em US$ 2,691 bilhões, pior resultado mensal desde junho de 2010, quando o resultado fora negativo em US$ 4,279 bilhões.

O número mais indigesto foi a saída financeira de US$ 6,327 bilhões, pior resultado financeiro desde novembro de 2008, auge da crise financeira, quando a saída foi de US$ 10,298 bilhões.

O resultado do mês não foi ainda pior em função da conta comercial, que registrou superávit de US$ 3,636 bilhões.

O resultado de maio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) trouxe alívio ao mercado de juros futuros e abriu espaço para queda nas taxas em todos os contratos de depósitos interfinanceiros (DI), inclusive nos mais longas.

O indicador oficial de inflação deu força ao movimento de correção que começou na última sessão e colocou de volta aos preços a ideia de que taxa Selic pode cair para baixo de 8% este ano. Também foi reduzida a aposta - considerada exagerada pelos profissionais - de aumento de juros em 2013.

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