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Principal indicador da bolsa encerrou o pregão com queda de 2%, aos 53.402 pontos; dados   econômicos de China, Europa e EUA afetaram o mercado brasileiro

Mercados globais caíram nesta sexta-feira
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Mercados globais caíram nesta sexta-feira

O mês de junho começou ruim para os mercados acionários globais. Dados econômicos de China, Europa e EUA refletiram os estragos que a crise das dívidas na zona do euro está causando sobre a dinâmica global. Como resultado, as principais bolsas internacionais caíram, incluindo a Bovespa, que fechou com queda de 2,00%, aos 53.402.

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Foi o menor patamar atingido pela bolsa desde 10 de outubro do ano passado, quando o Ibovespa encerrou aos 53.273 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,2 bilhões.

No Brasil, o cenário é tão ruim e desafiador para a Bovespa quanto foi maio . O governo divulgou na manhã desta sexta-feira os números do PIB no trimestre passado, que dificultam as chances de o País conseguir crescer pelo menos 3,5%, conforme deseja o Planalto.

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Entre janeiro e março de 2012, a economia brasileira teve expansão de 0,2% ante o último trimestre do ano passado , resultado que ficou no piso do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a alta foi de 0,8%, abaixo da mediana das previsões dos analistas.

EUA

O relatório oficial do mercado de trabalho norte-americano em maio era para ser o indicador mais importante do dia. Mas o dado, que mostrou a abertura de míseras 69 mil vagas de emprego, bem abaixo da previsão de criação de 155 mil postos nos EUA no mês passado - o que elevou a taxa de desemprego para 8,2%, de 8,1% em abril - apenas pavimentou o pessimismo que proliferava nos negócios desde as primeiras horas do dia, após números igualmente fracos vindos da Europa e da China.

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Já na zona do euro, o número de pessoas sem trabalho aumentou em abril para o nível mais alto já registrado na história da união monetária, em janeiro de 1995, totalizando 17,4 milhões. A taxa de desemprego na região, por sua vez, permaneceu estável em 11,0%. Do lado da atividade, porém, a notícia é ainda mais desanimadora, com a indústria manufatureira caindo ao menor nível em três anos, cravando o décimo mês seguido que o índice PMI fica abaixo da linha divisória entre contração e expansão.

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China

Na China, por sua vez, tanto o índice PMI oficial quanto o calculado pelo HSBC mostraram piora do desempenho industrial em maio e tiveram resultado abaixo da previsão. As principais commodities operam em queda acentuada, com perdas em torno de 4% para o petróleo, sendo que o Brent já é negociado abaixo do patamar de US$ 100 por barril.

(Com Agência Estado)

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