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J.P. Morgan perde US$ 2 bilhões em operações com derivativos

Executivo-chefe admite que instituição cometeu erros "escandalosos" e "autoprovocados"

iG São Paulo | - Atualizada às

Foto: Getty Images "Vamos aprender com isso, consertar e mover adiante", disse Dimon

O executivo-chefe do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse em teleconferência com analistas e investidores que o banco deverá ter no segundo trimestre uma perda de até US$ 2 bilhões com transações com derivativos (contrato no qual o valor final é definido por uma variável, como câmbio ou inflação ou juros). Segundo Dimon, os erros foram "escandalosos" e "autoprovocados". "Nós vamos admitir, vamos aprender com isso, vamos consertar e mover adiante", disse o CEO.

O executivo revelou que a carteira do JPMorgan com esses instrumentos trazia mais riscos do que se avaliava anteriormente e lidar com isso deverá elevar a volatilidade nos próximos dois trimestres. No segmento corporativo, o banco deverá ter uma perda de US$ 800 milhões no segundo trimestre, acrescentou Dimon.

A teleconferência foi convocada depois de a Standard & Poor's rebaixar a qualificação do JPMorgan como gestor de hipotecas residenciais prime e subprime de "acima da média" para "média". "O rebaixamento reflete várias auditorias internas que não foram consideradas satisfatórias e que identificaram questões que consideramos materiais, embora a companhia tenha indicado que muitas questões foram ou estão em processo de ser remediadas".

O rebaixamento pela S&P e a teleconferência aconteceram depois do fechamento da Bolsa de Nova York. Na sessão desta quinta-feira, as ações do banco haviam subido 0,25%. No after hours, depois da teleconferência, elas caíram 5,38%. As informações são da Dow Jones.

Os US$ 2 bilhões de prejuízo do JP Morgan têm força para afetar os mercados também nos próximos dias. É a opinião de Pedro Silveira, economista-chefe da TOV Corretora. Ele comenta que o banco norte-americano pode chegar a perdas de até US$ 8 bilhões para conseguir sair da situação em que se colocou ao aumentar sua exposição nos ativos que estão provocando a perda dos US$ 2 bilhões. “Analistas estrangeiros calculam que a perda será de mais US$ 1 bilhão, pelo menos, se o JP conseguir sair facilmente desta situação,” diz.

As apostas mal-calculadas em derivativos foram o estopim da crise imobiliária de 2008, cujos reflexos ainda abalam a economia mundial. "Ao anunciar essa perda, o JP Morgan nos avisa que as autoridades estão ignorando os enormes riscos oferecidos pelos grandes bancos globais, mesmo após enormes crises que custaram vários trilhões de dólares aos contribuintes", diz relatório da TOV.

 

* Com AE

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