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As bolsas de todo o mundo tiveram um dia de recuperação nesta terça-feira, animadas em parte pelo baixo preço das ações e também pela expectativa de que o Fed (Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos) anuncie um corte nos juros básicos amanhã.

A recuperação do segmento acionário foi global, embora em escalas mais leves em praças como Londres e Tóquio, apesar de novas notícias desfavoráveis no que diz respeito à economia mundial, em particular, nos Estados Unidos. O índice de confiança do consumidor norte-americano caiu à mínima histórica em outubro e as expectativas futuras pioraram. O índice de atividade industrial na região coberta pela distrital do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Richmond recuou este mês. Ainda, o índice de preços dos imóveis Case-Shiller registrou queda recorde em agosto. Nada alentador.

Apesar disso, Wall Street encerrou a jornada com ganhos expressivos, um dia após os principais índices acionários retrocederem a níveis de 2003. O Dow Jones fechou em alta de 10,88%, o S&P-500 subiu 10,79% e o Nasdaq ganhou 9,53%. As altas foram ampliadas principalmente no final da sessão, impulsionadas pela recuperação das ações do setor financeiro, com os investidores procurando barganhas após novos sinais do descongelamento do mercado de crédito, como queda da Libor, taxa de juro interbancária em Londres.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o índice disparou no final da sessão, alinhado ao movimento nos pregões norte-americanos, e encerrou na máxima, aos 33. 386,65 pontos, com alta de 13,42%. O volume financeiro melhorou, em especial no final da jornada, encerrando a R$ 4,913 bilhões.

Para Raffi Dokuzian, superintendente na Banif Corretora, o comportamento dos mercados de ações hoje também pode ter refletido alguma antecipação à expectativa de corte dos juros nos EUA amanhã. O mercado aposta que o Fed reduzirá a taxa em 0,50 ponto porcentual, para 1% ao ano. E no caso da Bovespa há ainda a perspectiva de manutenção da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária, também amanhã. "Em outros tempos, esse tipo de notícia era um importante impulso nas bolsas", lembrou.

Na Bolsa londrina, o FTSE-100 encerrou com ganhos de 0,88%. O CAC-40, de Paris, ficou com alta de 0,14%. Em Frankfurt, o DAX teve a maior elevação: 6,97%.

Mas o otimismo foi mais forte ainda nas principais Bolsas da Ásia: Hong Kong fechou em alta recorde de 14,4%, Tóquio subiu 6,41%, Xangai, 2,81%, Cingapura, 4,14%, e Seul, 5,6%.

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