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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam com leve alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Para o diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, contudo, a movimentação da curva é pouco expressiva, pois a liquidez segue baixa e as taxas mantêm os mesmos níveis da semana passada.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,04 pontos, para 14,73%. Janeiro 2011 aumentava 0,01 ponto, para 14,30%. E janeiro 2012 apontava 14,03%, sem alteração.

Na ponta curta, outubro de 2008 tinha elevação de 0,03 ponto, para 13,24%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,87%, acréscimo de 0,02 ponto.

De acordo com o diretor, a formação de apostas quanto ao rumo das taxas de juros continua limitada, pois o consenso é de que o Banco Central (BC) manterá o viés de política monetária.

Para a reunião de setembro, um novo aumento de 0,75 ponto percentual na Selic já está dado e os indicadores de inflação e atividade que vem sendo apresentados não têm força suficiente para promover um reposicionamento dos investidores. A discussão agora fica por conta dos próximos encontros.

O especialista avalia que os DIs devem continuar oscilando pouco, sem se afastar do patamar atual, com os agentes aguardando o desdobramento da recente melhora nos índices de inflação e acompanhando o preço das commodities, que parece estar estacionado depois da rodada de baixa das últimas semanas.

Comentando os dados do boletim Focus, do Banco Central (BC), Horstmann afirma que o recuo nas projeções de indicadores de inflação era algo esperado.

A sondagem do BC apontou que a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fechamento de 2008 caiu de 6,44% para 6,34%. Também recuaram os prognósticos para o IGP-DI, IGP-M e IPC da Fipe. Para 2009, no entanto, a estimativa segue ancorada em 5%, acima do centro da meta de inflação de 4,5% perseguida pelo BC.

Os agentes também conheceram hoje o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que apontou inflação de 0,24% na terceira medição de agosto, recuando de 0,34% na leitura anterior.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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