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SÃO PAULO - A quarta-feira apresenta carregada agenda de indicadores, com destaque para os dados e eventos externos. Por aqui, a atenção está voltada para os indicadores de inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) e o Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A previsão é de alta de 0,74% para a segunda medição do IPC-S no mês. Para o IGP-10, que subiu 2% em julho, a estimativa era de leitura em 1,95%. O Banco Central (BC) também deve apresentar o fluxo cambial parcial do mês.

A inflação também é destaque nos Estados Unidos, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) referente a junho. A projeção aponta para alta de 0,7%, seguindo a variação de 0,6% em maio. Para o núcleo do indicador, que exclui preços de alimentos e de energia, a previsão é de nova elevação de 0,2%.

Ontem, o governo dos EUA anunciou que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 1,8% em junho, após elevação de 1,4% um mês antes. Em 12 meses, os preços no atacado acumulam alta de 9,2%, maior leitura desde junho de 1981. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% pelo segundo mês, contra previsão de alta de 0,3%.

Os investidores também acompanham o segundo dia de discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. Ontem, o dirigente do banco central americano falou ao Senado que a economia dos EUA enfrenta significativos riscos ao crescimento, provenientes dos problemas nos setores financeiro e imobiliário e da retração do mercado de trabalho.

Pela manhã, o Fed apresenta o resultado da produção industrial em junho. A previsão aponta para estabilidade, depois de retração de 0,2% em maio. À tarde, o BC americano volta à cena com a divulgação da ata referente à reunião de 25 de junho, quando a autoridade monetária optou por deixar estável o juro básico do país em 2% anuais. A decisão pôs fim a um ciclo de corte que derrubou a taxa dos 5,25% em setembro do ano passado para os 2% atuais.

Ainda nos Estados Unidos, serão apresentados os estoques de petróleo e derivados. O relatório pode ajudar a intensificar o movimento de baixa iniciado ontem, quanto o barril chegou a cair US$ 9 depois que os agentes passaram a considerar os fundamentos de demanda na formação de preço da commodity. Além da indicação de menor crescimento nos EUA, a redução na projeção de consumo feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também contribui para a queda nos preços.

A agenda ainda reserva as solicitações semanais por empréstimos hipotecários e o índice NAHB do mercado de habitação.

A quarta-feira também concentra a consolidação das expectativas sobre os resultados trimestrais dos bancos JP Morgan e Merrill Lynch, que saem na quinta-feira. Para hoje, estão previstos os balanços do eBay e Wells Fargo.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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