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China será um motor de crescimento para muitas economias, especialmente para nações exportadoras de commodities

As economias emergentes devem crescer em ritmo quase três vezes mais rápido que as nações ricas neste ano, apontou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira.

A China será um motor de crescimento para muitas economias, especialmente para nações exportadoras de commodities, mas o mundo desenvolvido enfrenta perspectivas reduzidas, segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial.

Para o FMI, a recuperação global continua frágil porque as políticas econômicas ainda não estavam implementadas para permitir uma transição suave do apoio estatal à demanda privada.

"A recuperação global está continuando, mas sua força ainda não está garantida", avaliou no relatório.

A necessidade de países ricos encerrarem o auxílio aos setores financeiros e começarem a controlar os orçamentos inflados dos governos pesará, no ano que vem, sobre o crescimento das economias emergentes, que terão de incentivar a demanda doméstica, previu o FMI.

O Fundo cortou sua previsão de crescimento global em 2011 para 4,2%, frente à estimativa feita em julho de 4,3%. Para este ano, a expectativa é de que a expansão mundial seja de 4,8%, acima do prognóstico anterior de 4,6%.

O crescimento dos países emergentes deve desacelerar para 6,4 por cento em 2011, após taxa de 7,1 por cento neste ano, acrescentou o organismo.

O FMI disse que as economias desenvolvidas com grandes dívidas precisam começar o ajuste fiscal no início de 2011, mas ponderou que os países com espaço fiscal devem adiar os cortes de gastos se o crescimento ameaçar desacelerar mais que o esperado.

O Fundo aconselhou que a política monetária deveria continuar expansionista na maioria das economias avançadas, dizendo que muitas nações com juro perto de zero podem ter de recorrer a mais medidas extraordinárias se a demanda enfraquecer inesperadamente.

Ásia impulsiona recuperação

Com o crescimento de 9,6% previsto para a China no ano que vem e a expansão de 8,4% projetada para a Índia, as economias asiáticas estão no comando da recuperação.

Mas o FMI disse que a China e outros países emergentes da Ásia precisam permitir a apreciação de suas moedas para ajudá-los a sair da dependência das exportações.

Tóquio interveio nos mercados de câmbio pela primeira vez em seis anos no mês passado, para conter o fortelecimento do iene.

O FMI considera que o valor do iene está "amplamente em linha com os fundamentos de médio prazo", afirmando que o dólar está "no lado forte".

De acordo com o Fundo, o crescimento econômico dos Estados Unidos será bem mais fraco neste ano e em 2011, devido a um gasto pessoal menor, diminuindo as perspectivas de redução no desemprego.

Na Europa, o FMI disse que a recuperação deve seguir moderada e desigual, ainda que tenha "ganhado algum vigor".

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