Tamanho do texto

SÃO PAULO - Referenciado nas questões externas no pregão de hoje, o mercado de câmbio doméstico acompanhou as oscilações verificadas lá fora. Apesar da abertura em queda, o dólar acabou fechando com valorização, a exemplo do que foi verificado com a divisa em relação ao euro e outras moedas.

A euforia com o socorro financeiro de US$ 200 bilhões do governo dos EUA às gigantes Fannie Mae e Freddie Mac diminuiu bastante ao longo da jornada, com agentes mais céticos com o resultado da operação e mais pessimistas pela extensão dos problemas com as duas financeiras.

Depois de bater R$ 1,697 na mínima, a moeda fechou o dia negociada a R$ 1,733 na compra e R$ 1,735 na venda, com valorização de 0,87%. Essa cotação é a maior registrada desde o dia 1º abril (R$ 1,745). O giro interbancário somou US$ 2,6 bilhões, ante os US$ 3,1 bilhões registrados na sexta-feira. No maior patamar da jornada, a moeda alcançou R$ 1,744.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda fechou com valorização de 1,02%, a R$ 1,7355. O volume financeiro somou US$ 237,75 milhões, acima dos R$ 192 milhões registrados na última sessão.

Essa queda do dólar em relação ao euro, reflete no dólar aqui, diz Vanderlei Arruda, gerente da mesa de câmbio da corretora Souza Barros. Lá fora o euro caía forte, cotado pouco acima de US$ 1,40.

Segundo Arruda, esse acompanhamento já vinha sendo sentido na semana passada, mas não se pode falar em tendência. Embora boa parte dos contratos futuros apontem que os investidores ainda estão apostando contra o real desde o início deste mês, essa trajetória pode ser invertida, a exemplo do que ocorreu em agosto.

Para Francisco Carvalho, analista da corretora Liquidez, existe um pé atrás em relação ao aporte de US$ 200 bilhões nas financeiras prejudicadas. Ainda assim, a decisão é favorável para a valorização do dólar, mas não para o euro, pois para a economia européia essa decisão não tem grande impacto.

Carvalho lembra ainda, que os investidores estrangeiros deixaram o mercado doméstico e ainda não voltaram. Isso explica a baixa liquidez tanto no mercado de câmbio quando no de juros, onde o giro também foi fraco.

(Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.