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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros dão continuidade ao movimento de ajuste promovido pela elevação da Selic de 12,25% para 13% ao ano. A movimentação maior se concentra nos vencimentos longos, enquanto os curtos operam próximo da estabilidade depois do forte acúmulo de prêmio registrado ontem.

A economista-chefe da Arkhe Corretora, Inês Filipa, observou que, como o BC será mais rígido com a inflação, o mercado acredita que dentro de dois anos a taxa de juros poderá ser mais baixa. Isso explica a queda nos contratos de horizonte mais distante. Outro fator a estimular tal ajuste é o recuo no preço das commodities, que melhora a perspectiva futura de inflação.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 diminuía 0,08 ponto, para 14,78%. Janeiro 2011 registrava perda de 0,06 ponto, 14,53%. E janeiro 2012 apontava 14,13%, queda de 0,12 ponto.

Na ponta curta, agosto de 2008 operava estável a 12,82%. O vencimento para setembro de 2008 cedia 0,01 ponto, para 12,84%. O DI para outubro de 2008 sinalizava 13,06%, sem alteração. O contrato com vencimento em janeiro de 2009 recuava 0,01 ponto, para 13,69%.

De acordo com Inês, o BC foi bastante claro quanto ao que pretende com o aperto no ciclo monetário: controlar as expectativas e fazer com que a inflação de 2009 seja de 4,5%. Foi uma decisão acertada, pois as expectativas elevadas afetam a formação da inflação.

Para setembro, data da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a economista acredita em nova alta de 0,75 ponto na taxa básica de juro, pois não faria sentido aumentar o ritmo agora e reduzir já na reunião seguinte. Para os encontros de outubro e dezembro, Inês estima duas elevações de 0,5 ponto, com a taxa fechando o ano em 14,75%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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