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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram mais um pregão de leve valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os investidores receberam hoje o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que apontou inflação de 0,35%, desacelerando de 0,63% no mês passado. No entanto, parte dos agentes não gostou da composição da inflação, já que o grupo de serviços e os preços administrados subiram na comparação mensal.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,03 ponto, a 14,69% ao ano. O vencimento janeiro 2011 ganhou 0,01 ponto, para a 14,29%. E janeiro 2012 valorizou 0,05 ponto, para 14,03%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 recuou 0,03 ponto, para 12,85. Outubro de 2008 caiu 0,01 ponto, para 13,21%. Novembro de 2008 encerrou a 13,40%, com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 valorizou 0,02 ponto, para 13,85% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 382.235 contratos, equivalentes a R$ 31,32 bilhões (US$ 19,40 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 184.845 contratos, equivalentes a R$ 15,34 bilhões (US$ 9,50 bilhões).

Para o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, a única notícia que não foi positiva dentro do IPCA-15 foi grupo dos serviços, mas tal comportamento não é surpresa.

Segundo o especialista, a alta nos preços dos serviços reflete fatores sazonais, notadamente no grupo educação. E como a economia segue aquecida, não será estranho se esses preços subirem mais um pouco. Teles ressalta, no entanto, que nos acumulados de 12 meses mais recentes, a variação do grupo de serviços se mantém praticamente estável em torno de 5,9%
Outro fator que gerou apreensão foi o comportamento dos preços administrados, mas o economista também enxerga essa elevação como algo inevitável, dada a elevada inflação passada que acabou impactando os reajustes nos contratos de luz, água e telefonia.

De maneira geral, Teles afirma que o indicador foi bastante favorável, principalmente pela acentuada desaceleração dos alimentos, cuja alta saiu de 1,75% em julho, para 0,25% agora em agosto.

Para o economista, tal comportamento do IPCA-15 é condizente com uma convergência da inflação para dentro do teto da meta em 2008 (de 6,5%), e algo próximo de 5% em 2009. Vale lembrar que o centro da meta é de 4,5%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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