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Terça-feira tem fraca agenda de indicadores, com destaque para os números do mercado imobiliário americano

A terça-feira tem fraca agenda de indicadores, com destaque para os números do mercado imobiliário americano. No entanto, o dia deve ser de ajuste nos mercado de dólar, juros e outros contratos futuros. O governo deu mais um passo para tentar conter a valorização do real.

Ontem à noite, foram anunciadas mais duas medidas. A alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre os ingressos externos para mercados financeiros e de capitais sobe de 4% para 6%. No dia 4 de outubro, essa taxa tinha subido de 2% para 4%.

A outra medida pega as operações de câmbio feitas por estrangeiros que querem investir no mercado futuro. O IOF dos depósitos de margem, que era de 0,38%, subiu para 6%. Esse depósito de margem é uma exigência que a BM&FBovespa faz para o investidor que quer operar os contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). As novas taxas passam a valer hoje.

De acordo com comunicado do Ministério da Fazenda, esse aumento de tributação busca reduzir a "volatilidade dos fluxos cambiais, desestimulando a realização de operações financeiras de curto prazo, concorrendo para reduzir a pressão sobre a taxa de câmbio".

De volta aos indicadores, nos Estados Unidos, será conhecida a construção de novas moradias em setembro, que deve mostrar queda de 2,5%. Também é divulgada a demanda por alvarás de construção. Antes disso, são divulgados os índices de sentimento econômico na Alemanha e na zona do euro.

Por aqui, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresenta sua leitura semanal para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta o IPC nas capitais. À tarde, a Receita apresenta a arrecadação de setembro.

Também está agendado um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, mas isso só ocorre às 18 horas. No campo corporativo atenção aos números do Goldman Sachs, Johnson & Johnson, Coca-Cola e Yahoo.

Amanhã será um dia mais movimentado. Por aqui, os agentes assimilam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de outubro e uma nova prévia para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) enquanto aguardam a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Nos Estados Unidos, atenção ao Livro Bege, do Fed.

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