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Na terça-feira, primeiro dia de incidência da tarifa de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o mercado brasileiro de ações perdeu o equivalente a pouco mais de uma AmBev. Cálculo da Economática aponta que o valor de mercado das 271 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu US$ 55 bilhões.

O montante está um pouco acima dos US$ 52,9 bilhões da AmBev.

A perdas foram provocadas pela forte queda de 4,66% do Ibovespa em dólares na terça-feira. Ontem, o mercado se recuperou um pouco e o indicador subiu 0,34% em dólar. Com isso, as empresas recuperaram aproximadamente US$ 4 bilhões do valor de mercado perdido.

Os acionistas da Petrobrás, maior empresa brasileira, perderam US$ 7,96 bilhões na terça-feira. A Vale registrou a segunda maior queda em valor de mercado: US$ 5 bilhões. O gigante do setor financeiro Itaú Unibanco também foi atingido, com queda de quase US$ 4,2 bilhões.

Fernando Excel, diretor da Economática, explica que o prejuízo é dos investidores. As empresas só devem se preocupar com o assunto se a desvalorização persistir no longo prazo, quando voltarem a emitir ações.

Com exceção do movimento provocado pelo início do IOF, a volatilidade da bolsa brasileira tem sido pequena. No último mês, é da ordem de 20%. No auge da crise, por exemplo, chegou a 105%.

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