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São Paulo, 3 - A demora na abertura de mercados para a carne suína brasileira leva a indústria a apostar novamente no mercado interno em 2010 para absorver boa parte da produção. Neste ano, em que as vendas externas não atingiram os patamares esperados, o consumo interno foi fundamental para enxugar a oferta resultante do aumento de matrizes e da produtividade.

"Felizmente o mercado interno absorveu a produção", disse hoje o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Em 2009, a produção de carne suína cresceu 5%, atingindo 3,19 milhões de toneladas, e a oferta de suínos para abate cresceu 6%. Segundo a Abipecs, 80% da produção será absorvida pelo mercado interno.

Camargo Neto diz que a perspectiva para 2010 é positiva para o setor. Além do mercado interno aquecido - o consumo per capita cresceu de 13,4 quilos em 2008 para 13,8 quilos neste ano - as exportações reagiram no segundo semestre e, em 2010, a indústria espera pelo menos repetir as 600 mil toneladas estimadas para este ano.

"O mercado é o mesmo", justifica Camargo. "Será um ano parecido com o desempenho do segundo semestre, para melhor." Até novembro, as exportações brasileiras de carne suína atingiam, de acordo com a entidade, 561 mil toneladas. A receita obtida foi de US$ 1,1 bilhão, 23% menor que no mesmo período do ano passado.

Camargo também diz que há uma expectativa de que a União Europeia abra seu mercado para o Brasil ainda no primeiro semestre de 2010 e que os Estados Unidos publiquem em breve a análise de risco para importação do produto. Missões dos dois países estiveram no País e, segundo Camargo, aprovaram as condições sanitárias do País. "Com esse sinal da UE e dos EUA teremos Japão e Coreia", acredita o executivo, que já programa viagem à Ásia em fevereiro para reforçar aos japoneses as condições brasileiras para exportação de carne suína.

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