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Segundo boletim Focus, IPCA deve fechar o ano com elevação de 5,2%; projeção foi ampliada pela quinta semana consecutiva

A estimativa para a inflação oficial de 2010 foi ampliada pela quinta semana consecutiva. Dessa forma, o prognóstico para o IPCA passou de 5,15% para 5,20%, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Para 2011, a variação na previsão do indicador foi pequena, de 4,98% para 4,99%.

Também foram elevadas as demais projeções de indicadores inflacionários deste ano. No caso do IGP-DI, por exemplo, a expectativa é de alta de 9,68%, em vez dos 9,64% esperados anteriormente. O IGP-M deve avançar 9,73% e não 9,57% e o IPC-Fipe deve marcar 5,33% em lugar de inflação de 5,24%.

Em outubro, o IPCA deve fechar com ampliação de 0,55%, o IGP-DI, de 0,61% e o IGP-M, de 0,86%. No relatório passado, essas estimativas correspondiam a 0,50%, 0,60% e 0,70%, respectivamente. A previsão do IPC-Fipe saiu de 0,41% para 0,45% de incremento.

A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo a pesquisa, seguiu em 7,55% em 2010. Para o ano que vem, a previsão para o PIB foi mantida em 4,50%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim do ano continuou em 10,75% ao ano. Já a projeção para a taxa no fim de 2011 seguiu em 11,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano.

Os analistas alteraram o patamar esperado para o dólar no fim do ano. A taxa de câmbio esperada para o fim de dezembro passou de R$ 1,75 por dólar para R$ 1,70. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana continuou em R$ 1,80. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 caiu de R$ 1,77 para R$ 1,76 e do câmbio médio em 2011 passou de R$ 1,78 para R$ 1,76.

Contas externas

O mercado financeiro manteve as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano é de US$ 50 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 61,48 bilhões para US$ 62 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2010 continuou em US$ 15,85 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 9,50 bilhões para US$ 9,00 bilhões. Analistas não alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010, de US$ 30 bilhões. Para 2011, a previsão subiu de US$ 37,0 bilhões para US$ 38,0 bilhões.

( Com agências )

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