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Segundo consultoria Gfk, faturamento global do setor deve crescer 6% em 2011; na região, alta esperada é de 27%

O mercado de linha marrom, que inclui TVs, aparelhos de som e eletroeletrônicos, deve faturar 27% mais na América Latina em 2011, segundo dados divulgados hoje pela consultoria GfK. O número supera a estimativa de crescimento para o mercado em todo o mundo, que será de apenas 6%. O motivo, segundo Gisela Pougy, diretora de negócios da GfK, é a crise no Japão, que começou após o terremoto seguido de tsunami ocorrido em março.

“O Japão tem uma importância muito grande no faturamento global do setor de eletroeletrônicos”, disse Gisela ao iG . No total, o mercado de linha marrom deve faturar em todo o mundo R$ 1,54 trilhão (632 bilhões de euros) em 2011, contra R$ 1,45 trilhão (668 bilhões de euros) em 2010. Dentre os produtos que puxarão o crescimento do mercado estão os smartphones, TVs de tela fina e notebooks.

Apesar de crescer mais que a média mundial, o desempenho da América Latina neste ano será inferior a 2010. No ano passado, o faturamento do setor cresceu 69% em relação a 2009. “Não vamos repetir o crescimento do ano passado em faturamento, já que as vendas de TV foram mais altas no Brasil por conta da Copa do Mundo”, diz Gisela.

Brasileiros compraram 228 mil televisores de tela fina nos primeiros seis meses de 2011
Divulgação
Brasileiros compraram 228 mil televisores de tela fina nos primeiros seis meses de 2011

TV mais avançada custa 96% mais que a mais simples

Nos primeiros seis meses de 2011 foram vendidas 228 mil unidades de TV de tela fina no Brasil. A variação de preços entre os modelos mais baratos e mais caros é de até 96%. Segundo Gisela, as TVs mais simples, que possuem tela de LCD com resolução HD, custam em média R$ 1.700.

Já as TVs com tela de LED, conexão à internet e tecnologia 3D são vendidas, em média, por R$ 3.300. O preço, diz Gisela, é um dos motivos para as poucas vendas de TVs 3D, que representaram apenas 4% do mercado brasileiro no primeiro semestre de 2011.

Celulares dominam mercado de câmeras digitais

A GfK também afirma que, durante 2010, 1,3 bilhão de câmeras digitais foram vendidas em todo mundo, mas o número representa apenas 10% do mercado global. Os celulares com câmera, que no ano passado representavam 70% do mercado, passaram a 90% em apenas um ano. “Os celulares ainda têm espaço para crescer, mas não acredito que eles substituam as câmeras digitais”, diz Alex Ivanov, diretor de negócios da GfK.

Segundo Ivanov, o mercado total de câmeras digitais deve crescer 25% em 2011, quando serão vendidas cerca de 5 milhões de unidades. Assim como na linha marrom, o crescimento do mercado de câmeras digitais no Brasil será maior que o mundial, que deve ter alta de apenas 4%.

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