Tamanho do texto

SÃO PAULO - BRASÍLIA - Faltando uma semana para mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, voltou a sinalizar nova alta da taxa de juros. O Banco Central está comprometido em fazer o necessário, enquanto for necessário, para assegurar a convergência da inflação para as metas no ano de 2009, disse Meirelles ao reafirmar os males da corrosão inflacionária sobre os salários mais baixos.

Durante exposição na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Meirelles apresentou dados que apontam uma variação superior a 9% do IPC-C1 em 12 meses até junho. O indicador mede a variação do poder de compra da faixa de renda de 1 a 2,5 salários mínimos.

Há também um aumento acima de 7% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até junho para preços da faixa de renda de 1 a 6 salários mínimos.

Ao comentar esses números, Meirelles voltou a afirmar que a inflação em alta é motivo de preocupação, pois o custo principal é a corrosão real do poder de compra do salário.

O Banco Central entende que não há vantagem em se conviver com taxas elevadas de inflação e a sociedade pode acreditar que o Banco Central fará o que for necessário para reduzir a inflação e assegurar o crescimento sustentado da economia para os próximos anos, reiterou Meirelles aos senadores.

O presidente da autoridade monetária também disse que a taxa Selic está em um ciclo de alta, mas partindo de um patamar inferior ao que já esteve no passado . A atual trajetória de elevação da Selic foi iniciada em abril, com aumento de 11,25% para 11,75%, seguido de novo aumento de 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano, em junho.

Meirelles apontou a elevação do petróleo e das commodities como as principais causas da inflação. Citou ainda que, de janeiro até agora, o preço médio das matérias-primas subiu 54% em dólares e 26% em euros, concluindo que a desvalorização da moeda americana foi um dos principais fatores para esse comportamento de alta, além do consumo internacional maior de alimentos.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.