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Índice recuou 3,9% em marcço ante o registrado em dezembro do ano passado; Nordeste puxou queda

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira o estudo "Termômetros da Sociedade Brasileira", apresentando os resultados do índice de medo do desemprego e do índice de satisfação com a vida relativos a março deste ano. Segundo a confederação, o estudo revela que o desaquecimento da economia não afetou os humores da população.

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O índice de medo do desemprego ficou em 73,5 pontos em março, o que representa queda de 3,9% em relação aos 76,5 pontos de dezembro de 2011, quando foi divulgado o estudo anterior. A redução reflete o que ocorreu na região Nordeste, explica a CNI, onde o índice caiu de 81 pontos, na pesquisa de dezembro, para 71,9 pontos, na pesquisa divulgada hoje, ou seja, houve uma retração de 11,4%. Na região Sul estão atualmente os brasileiros que mais temem ser afetados pelo desemprego, com índice de 77,3 pontos.

O índice de satisfação com a vida marcou 104,8 pontos em março, o que representa um recuo de 0,5% em relação ao que era apurado em dezembro, de 105,3 pontos. Segundo a CNI, a população da região Sudeste é a mais satisfeita com a vida, com índice de 106,6. A satisfação com a vida também é maior entre os residentes em cidades com mais de 100 mil habitantes, com índice de 106,1.

Segundo avalia o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, a crise econômica mundial que atinge a indústria ainda não chegou à população. "Apesar da redução do ritmo de crescimento da atividade econômica, a geração de emprego continua aumentando, a renda e o crédito também estão se elevando, o que intensifica o consumo", assinala. "Soma-se a isso o crescimento da classe média, que também impulsiona a demanda no mercado interno. Por todos esses fatores, o otimismo dos brasileiros está alto", afirma.

Esta é a primeira edição do estudo Termômetros da Sociedade Brasileira, que divulga conjuntamente os dois índices de medo do desemprego e de satisfação com a vida, ambos com série histórica que remete a 1999. A CNI já incluía, nas elaboração das pesquisas anteriores, a pergunta sobre o índice de satisfação com a vida, mas o dado não era divulgado. Segundo Renato da Fonseca, a CNI decidiu começar a divulgar esse outro indicador porque reforça as tendências do consumo da população. Segundo ele, quanto maior a satisfação com a vida e menor o receio do desemprego, maior a tendência de aumento ou manutenção de altos padrões de consumo. Na elaboração da pesquisa foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 16 e 19 de março.

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