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"A indústria não pode esperar muito", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Aguinaldo Diniz Filho

As medidas de estímulo à indústria que fazem parte do Plano Brasil Maior, divulgadas nesta terça-feira pelo governo, são muito positivas e devem trazer fôlego para as empresas, combalidas principalmente pela baixa competitividade diante dos importados.

Mas, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, esse fôlego só será real se houver um senso de urgência com relação à sua aplicação. "Achei importante o posicionamento do governo para o fortalecimento da indústria nacional. Mas temos uma preocupação: essas medidas precisam ser implementadas o mais rápido possível. A indústria não pode esperar muito", afirmou o executivo.

Diniz Filho destacou a desoneração da folha de pagamento como medida importante. Oprojeto envolve setores intensivos em mão-de-obra: confecções, calçados e artefatos, móveis e software.Também citou a ampliação de capital de giro para pequenas e médias empresas por meio do BNDES. "A maior parte das empresas de confecções são menores", contou o executivo.

A regulamentação sobre compras governamentais - que institui margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados nacionais - também beneficiará o setor têxtil. Segundo Diniz Filho, as roupas para o exército têm vindo da China e entram com preços competitivos, gerados pelos subsídios chineses.

Outro fator importante para a indústria é que osprojetos poderão ser modificados na medida da necessidade dos setores. "As medidas são evolutivas, o que é muito importante. Ouve uma janela aberta para essa adequação dentro dos parâmetros do governo", ressaltou o executivo. O faturamento previsto para o setor têxtil brasileiro neste ano é de R$ 90 bilhões. A indústria abriga 8 milhões de empregos diretos e indiretos.

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