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Objetivo é conter o fluxo de capital estrangeiro e a valorização do real; ainda é cedo para avaliar o aumento do IOF

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descartou nesta terça-feira que novas medidas possam vir a ser adotadas para conter o fluxo de capital estrangeiro e a valorização do real, mas ressaltou que ainda é cedo para avaliar a eficácia do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% para capital estrangeiro.

Mantega lembrou que no ano passado o governo reintroduziu a alíquota de 2% e obteve resultados positivos. "Agora nós fizemos essa medida ainda no período de capitalização da Petrobras. Esperei na verdade também o primeiro turno das eleições para não trazer nenhuma interferência", afirmou.

"De fato, continua havendo alguma valorização do real. Só não sabemos se é efeito da desvalorização do dólar (no mundo) ou o ingresso de recursos estrangeiros que continua. E não sabemos quanto o real teria valorizado sem as medidas. Temos de esperar mais tempo para ver a eficácia", explicou Mantega a investidores estrangeiros esta manhã em evento no Council of Americas promovido em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Nova York.

Segundo ele, caso os instrumentos adotados pelo governo até agora para segurar a alta do real, como IOF e compras de reservas internacionais, se mostrem insuficientes, a Fazenda irá pensar "em outras medidas". O ministro não comentou, no entanto, nenhuma possível nova medida, como a viabilidade de uma retomada dos leilões de swap reverso cambial. Algumas outras possibilidades seriam aumento do ritmo de compras de reservas ou aumento adicional do IOF, que nos anos 90 chegou a 9%, antes de ser extinto naquela década. "Não divulgamos medidas futuras", repetiu Mantega.

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