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O ministro da Fazenda, Guindo Mantega, afirmou hoje que as taxas de inflação começaram uma trajetória decrescente, o que deve continuar em 2009. Ele disse que o Brasil já vem adotando medidas para desaquecer a economia, como a elevação do superávit primário e a criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB).

"O objetivo do governo é dar a dose certa do remédio porque, se for uma dose excessiva, ela mata o paciente e, se for uma dose menor, ela não cura", afirmou Mantega, após participar de um debate na Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir a conjuntura econômica do País.

O ministro fez um breve relato do cenário que foi apresentado aos empresários, mas não respondeu perguntas dos jornalistas. Ao ser questionado se seu discurso era um recado para o Banco Central, Mantega foi retirado do local por seus assessores antes de responder a pergunta. O ministro informou que traçou um cenário sobre a crise mundial e o choque de commodities (matérias-primas), que já dura mais de um ano.

Ele reforçou que o Brasil tem atravessado a crise com um desempenho satisfatório, apesar de ter sido um choque forte. Mantega também avaliou que está havendo uma reversão na trajetória de crescimento dos preços das commodities. "O Brasil tem feito adaptações para evitar que a inflação se alastre", disse. O ministro destacou a queda do preço do barril do petróleo e das commodities agrícolas. Também chamou a atenção para o declínio dos índices de inflação por meio de vários indicadores de preços. "Há uma desaceleração da inflação. O pior já passou. Chegamos ao cume da montanha", afirmou. Ele lembrou ainda que o aumento dos preços tem ocorrido em um ritmo menor.

Mantega ressaltou que o Brasil tem tido um melhor desempenho inflacionário dentre vários países. De acordo com ele, o Brasil é o único dentre os países que adotam meta de inflação que está com a inflação dentro da margem de tolerância. O ministro calcula que em 2008 a inflação mundial será 50% mais elevada do que aquela a ser registrada em 2007.

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