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Anúncio do ministro, porém, frustrou quem esperava medidas imediatas contra a valorização do real em relação à moeda dos EUA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou a imprensa hoje para anunciar que o governo “não vai permitir que dólar derreta”. Apesar de não apresentar nenhuma nova medida, o ministro declarou que o governo está pronto para agir quando achar necessário. Ele lembrou que o governo tem um conjunto de medidas para adotá-las quando quiser.

Haveria maneiras de administrar fluxo de capitais de curto prazo, como ocorreu com a elevação a alíquota do IOF para investimentos financeiros. O ministro, porém, privou-se de anunciar quais outras medidas poderiam ser adotadas.

A entrevista foi um recado ao mercado financeiro, que levou o valor do dólar a cair até R$ 1,65 nos últimos dias. Hoje, c om o anúncio da entrevista coletiva, a cotação já subiu , mas a falta de anúncio pode frustrar os investidores que esperavam estímulo à desvalorização do real.

Mantega lembrou que esse nível de câmbio prejudica as exportações brasileiras e que o dólar tem se desvalorizado em todo o mundo. “Estamos numa guerra cambial e vamos atuar no câmbio e na competitividade do mercado quando necessário.”

O ministro indicou também que o governo atuará para, no mínimo, manter o superávit comercial que o Brasil teve em 2010, de US$ 21 bilhões. O mercado atualmente prevê resultado de US$ 8 bilhões em 2011.

Corte confirmado

O ministro Mantega afirmou que o arrocho fiscal que será adotado no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff não vai ser conservador. Ele ratificou a reportagem do iG que indicou que os cortes poderão atingir o custeio da máquina pública , atingindo gastos com passagens, de diárias de servidores em viagem e de contratações de serviços. Para o ministro, a contenção fiscal forte vai ajudar na taxa cambial no médio prazo