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Para ministro, novo Fundo de Previdência poderá se tornar um instrumento de investimento no País

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, usou as incertezas do cenário internacional como argumento para defender a aprovação pelo Senado do Fundo de Previdência Complementar para os Servidores Públicos Federais (Funpresp). Durante reunião com os líderes governistas no Senado, Mantega teria afirmado que a aprovação do Fundo seria um bom sinal para o mercado porque será interpretado como mais um esforço do Brasil em manter a sustentabilidade pública e a solidez fiscal, contou uma fonte presente à reunião.

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O ministro também afirmou que o Funpresp, assim como os atuais fundos de pensão, poderá se tornar um forte instrumento de investimento no País. Para Mantega, o fundo ajudará no futuro a alavancar investimentos de longo prazo. Estas vantagens compensariam a necessidade de maior desembolso do Tesouro Nacional, no curto prazo, para capitalizar o fundo.

"O ministro acredita que o fundo seria um sinal importante do Brasil neste momento de crise lá fora", disse a fonte. Mantega ainda teria argumentado que a criação do fundo é uma forma de manter as garantias em relação às aposentadorias dos servidores públicos. Ele disse que, no passado, ninguém previa que Estados Unidos e Europa pudessem passar por uma crise tão profunda como a atual, que tem levado a discussões sobre revisão das regras de aposentadoria naqueles países.

O ministro afirmou que o Funpresp cria um modelo sustentável para as aposentadorias, reduzindo o risco de subtração de direitos dos servidores no futuro. A criação do Fundo foi aprovada no final de fevereiro pela Câmara e precisa ser aprovada pelo Senado.

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